Ricardo Gomes chega para melhorar ataque, mas defesa ainda preocupa
Trabalho do especialista Bauza não finda problemas defensivos e média de gols sofridos do São Paulo aumenta em relação ao ''exposto'' time de 2015. Novo técnico tem bom histórico
Fonte Lancenet!
19 de Agosto de 2016
Ricardo orienta os volantes Hudson e João Schmidt em treino (Foto: Ana Luiza Rosa/saopaulofc.net)
Assim que a saída de Edgardo Bauza foi confirmada, o São Paulo apontou como objetivo do interino André Jardine e, agora, de Ricardo Gomes a necessidade de melhorar o poder ofensivo do time. Afinal, marcar um gol por jogo, como acontece neste Campeonato Brasileiro, só tem agravado a má fase. O problema é que o foco não poderá ficar exclusivamente no sistema ofensivo do Tricolor.
Uma das virtudes mais celebradas pelo clube ao contratar Patón era o trabalho defensivo. O argentino variou a dupla de zaga e reforçou a marcação no meio, mas não conseguiu melhorar a média de gols sofridos que tanto criticou quando chegou, no fim de 2015.
No ano passado, o clube levou 73 tentos em 71 partidas, com média de 1,02. Nesta temporada, o número sobe para 1,05 – 54 gols em 51 partidas, sendo 52 em 49 duelos ainda sob o comando de Bauza (1,06).
Em sua primeira passagem pelo São Paulo, Ricardo Gomes não fugiu muito dessas marcas e terminou com 1,05 gol sofrido por confronto. Mas o técnico tem dois feitos que valorizam seu trabalho defensivo. No Campeonato Brasileiro de 2009, levou 35 gols em 31 partidas e terminou como o time menos vazado da competição. Já na Copa Libertadores da América do ano seguinte, a marca foi ainda melhor.
Com quatro gols sofridos em 12 partidas – média de 0,3 –, igualou as melhores defesas da história do torneio e o recorde que pertencia ao Boca Juniors de oito jogos consecutivos sem levar gols: da estreia contra o Once Caldas (COL), quando perdeu por 2 a 1, até a primeira semifinal contra o Internacional (1 a 0), justamente o rival de domingo, às 16h no Beira-Rio.
Arrumar a defesa que sofreu 21 gols em 20 partidas - e só marcou 21 vezes também - certamente reduzirá a pressão na equipe, 12ª colocada e cada vez mais longe do G4.
ERA ILUSÃO
Diante da missão de melhorar a defesa, Bauza apresentou início promissor, sem sofrer gols em seis dos primeiros dez jogos. Aos poucos, porém, o Tricolor voltou falhar e, com 20 jogos, só havia aumentado o número para sete. Na marca de 30 duelos, novo crescimento: mais cinco atuações sem levar gols.
Até sair, com 49 jogos, Patón só conseguiu não ser vazado mais quatro vezes, totalizando 16 partidas – 30% das atuações. Em 2015, ano em que a defesa foi mais contestada, inclusive pelo treinador argentino em sua chegada, a marca de jogos sem sofrer gols foi de 40%: 30 em 71 exibições.
Assim que a saída de Edgardo Bauza foi confirmada, o São Paulo apontou como objetivo do interino André Jardine e, agora, de Ricardo Gomes a necessidade de melhorar o poder ofensivo do time. Afinal, marcar um gol por jogo, como acontece neste Campeonato Brasileiro, só tem agravado a má fase. O problema é que o foco não poderá ficar exclusivamente no sistema ofensivo do Tricolor.
Uma das virtudes mais celebradas pelo clube ao contratar Patón era o trabalho defensivo. O argentino variou a dupla de zaga e reforçou a marcação no meio, mas não conseguiu melhorar a média de gols sofridos que tanto criticou quando chegou, no fim de 2015.
No ano passado, o clube levou 73 tentos em 71 partidas, com média de 1,02. Nesta temporada, o número sobe para 1,05 – 54 gols em 51 partidas, sendo 52 em 49 duelos ainda sob o comando de Bauza (1,06).
Em sua primeira passagem pelo São Paulo, Ricardo Gomes não fugiu muito dessas marcas e terminou com 1,05 gol sofrido por confronto. Mas o técnico tem dois feitos que valorizam seu trabalho defensivo. No Campeonato Brasileiro de 2009, levou 35 gols em 31 partidas e terminou como o time menos vazado da competição. Já na Copa Libertadores da América do ano seguinte, a marca foi ainda melhor.
Com quatro gols sofridos em 12 partidas – média de 0,3 –, igualou as melhores defesas da história do torneio e o recorde que pertencia ao Boca Juniors de oito jogos consecutivos sem levar gols: da estreia contra o Once Caldas (COL), quando perdeu por 2 a 1, até a primeira semifinal contra o Internacional (1 a 0), justamente o rival de domingo, às 16h no Beira-Rio.
Arrumar a defesa que sofreu 21 gols em 20 partidas - e só marcou 21 vezes também - certamente reduzirá a pressão na equipe, 12ª colocada e cada vez mais longe do G4.
ERA ILUSÃO
Diante da missão de melhorar a defesa, Bauza apresentou início promissor, sem sofrer gols em seis dos primeiros dez jogos. Aos poucos, porém, o Tricolor voltou falhar e, com 20 jogos, só havia aumentado o número para sete. Na marca de 30 duelos, novo crescimento: mais cinco atuações sem levar gols.
Até sair, com 49 jogos, Patón só conseguiu não ser vazado mais quatro vezes, totalizando 16 partidas – 30% das atuações. Em 2015, ano em que a defesa foi mais contestada, inclusive pelo treinador argentino em sua chegada, a marca de jogos sem sofrer gols foi de 40%: 30 em 71 exibições.
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