- Achei surpreendente exatamente esse comportamento do São Paulo. Estava indo muito nessa linha do São Paulo mais quietinho, de ressaca, mais desarrumado e o Corinthians tomando conta porque, normalmente, tem esse aproveitamento melhor dentro de casa. Mas o que a gente viu foi um primeiro tempo equilibrado, que terminou em 1 a 1. No segundo tempo, o São Paulo saiu mais para o jogo e criou as melhores oportunidades, embora o Denis tenha feito duas ou três belas defesas.
Vilaron, ao mesmo tempo, prevê dificuldades para que o clube tricolor possa repor alguns jogadores que perdeu nos últimos dias. Para ele, o mais difícil será arrumar um substituto para o atacante argentino Calleri.
- (Terá dificuldades) Principalmente para substituir o Calleri. O São Paulo tem uma característica nessa temporada que algumas contratações foram muito bem feitas. O Maicon entrou muito bem no time. Tirando a pisada de bola na Libertadores, ele vinha ali como grande ídolo.
O Calleri entrou muito bem no time. O São Paulo fez contratações pontuais que deram resultado muito rápido, também recuperou o futebol do Ganso, do Michel (Bastos). Nesse ponto trabalhou muito bem. Agora, buscar um nome como Ganso a questão não é essa. Tem que buscar um cara que jogue nesse espaço. Buscar com característica do Ganso não consigo encontrar ninguém. Mas o Calleri aí sim, esse cara para botar a bola para dentro vai ser complicado (achar).
O São Paulo abriu o placar aos 15 minutos com Cueva, de pênalti. O empate do Corinthians veio seis minutos depois, com Bruno Henrique pegando rebote após um chute de Marquinhos Gabriel.
O comentarista também avaliou o Corinthians e apontou para a utilização de Guilherme na equipe alvinegra. Vilaron chamou a atenção para o fato de que, mesmo se dizendo confortável como centroavante, o jogador não é escalado no ataque corintiano.
- Fiquei intrigado e durante o jogo isso me chamou a atenção: a resistência que o Tite tinha em colocar o Guilherme mais avançado, e o Cristóvão mostra essa resistência também. Lembro uma vez no “Bem, Amigos!”, com Guilherme, em que discutimos com ele posicionamento, onde se sente melhor e pior, e ele falava que ele se sentia muito à vontade jogando como centroavante, jogador de área, e o que a gente vê é que os técnicos têm essa resistência e continuam a colocar o Guilherme no meio, que é uma característica dele também. Mas o Corinthians melhorou a produção de meio campo quando o Guilherme saiu.
Agora você vê, Luciano, “ok”, faz um gol aqui e ali, mas não tem a confiança do técnico e torcida, mas você vai com Danilo 90 minutos naquela posição. Estou curioso para entender e para ver o Guilherme utilizado um pouco mais à frente nessa posição, já que é tão difícil encontrar esse jogador no Corinthians.

Corinthians pega o Figueirense, e o São Paulo encara o Grêmio na próxima rodada (Marcos Riboli)
Vilaron ainda citou as mudanças feitas pelo técnico corintiano. No segundo tempo, Elias entrou no lugar de Rodriguinho; Guilherme ficou com o lugar de Giovanni Augusto; Rildo substituiu Marquinhos Gabriel. Para o comentarista, as trocas não melhoraram o time de Cristóvão Borges.
- Na melhor das hipóteses, o Cristóvão, com as três mudanças, não conseguiu acertar o time. Não sei se chegou a ponto de piorar. Acho que o São Paulo também tem uma virtude de ter partido para cima.
Mas, definitivamente, as três mudanças que o Cristóvão fez não surtiram o efeito desejado - concluiu.
O próximo jogo do Corinthians será no sábado contra o Figueirense, às 16h, novamente em Itaquera, em partida que deve marcar a reestreia de Alexandre Pato. O São Paulo terá o Grêmio como adversário domingo, às 16h, em Porto Alegre.