Depois de ser derrotado por 2 a 0 no Morumbi, o Tricolor jogará por uma vitória de dois gols de diferença (2 a 0 leva aos pênaltis e de 3 a 1 em diante o time brasileiro se classifica), ou mais, para chegar à final da Libertadores.
Como bater uma equipe que, já no Morumbi, mostrou tanto entrosamento e controle de jogo? Esse dilema atormenta a cabeça do São Paulo desde o apito final do árbitro na semana passada. A fácil vitória do último domingo, pelo Brasileiro, indicou caminhos: bola parada, artilheiro em campo, movimentação...
Veja abaixo algumas lições que os titulares poderão usufruir:
BOLA PARADA
O Atlético Nacional mostrou que consegue ter o controle da posse de bola. Todos os jogadores de linha participaram do segundo gol no Morumbi. Eficiência na bola parada, portanto, poderá ser decisiva para o São Paulo. No domingo, Centurión bateu falta e Alan Kardec fez de cabeça.
O atacante argentino deverá ser titular na quarta-feira, enquanto o centroavante espera ter uma oportunidade para jogar ao lado de Calleri. Carlinhos, outro especialista em cobranças de faltas e escanteios, também quer beliscar uma vaga. Pensar em jogadores de bom cruzamento e cabeceadores pode ser um caminho para Bauza.

O São Paulo abriu o placar contra o América depois de uma bola aérea na cobrança de falta (Foto: Marcos Ribolli)
DRIBLE
Para ter chance de cobrar faltas na área, o São Paulo precisará driblar. O time da última quarta-feira, com Wesley, Ytalo, Michel Bastos e Calleri no quarteto mais ofensivo, não primava por esse estilo de jogo. Centurión, embora irrite o torcedor com tentativas infrutíferas de jogadas individuais, pelo menos consegue sofrer faltas.
E o garoto Luiz Araújo, que nem sequer foi relacionado para a primeira semifinal, também se mostrou uma alternativa interessante, pois tem velocidade e personalidade.

Luiz Araújo deu trabalho para a defesa do América-MG no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)
WESLEY DE FRENTE
Em seu terceiro jogo seguido como titular – indício de que não deverá começar jogando na quarta-feira –, Wesley mostrou que, como volante, de frente para a marcação adversária e centralizado, rende muito mais do que aberto na ponta direita, no lugar de Kelvin, como atuou (mal) na derrota por 2 a 0 para o Atlético Nacional.
Além da diferença técnica óbvia entre os adversários, a característica do jogador, de bom passe e aproximação, faz com que ele seja mais bem aproveitado dessa forma.

Wesley pode render mais jogando de frente para a marcação do adversário (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
KARDEC
Depois de um péssimo primeiro semestre, o atacante teve a terceira boa atuação consecutiva no Campeonato Brasileiro. Por seu histórico e sua característica, não há no elenco, além de Calleri, ninguém tão familiarizado com o gol. Para quem precisa de gols em Medellín, levar em conta o currículo do centroavante, que se oferece para jogar ao lado de Calleri, ou na vaga de Ganso ou na de Kelvin, pode ser um trunfo e tanto.

Ao lado de Calleri, Alan Kardec pode ser a esperança de gols para o São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)