"Acredito que seja o momento de negociá-lo. Em breve ele poderá sair sem custos e não é isso o que ele deseja. Não quer prejudicar ninguém, assim como nós não queremos atrapalhá-lo. Particularmente tenho um carinho muito grande pelo Paulo, o trato como um filho. E sei o quão importante para ele seria sair para a Europa. Também sei que seu Delcir (Sonda, dono da DIS) fará o mesmo. Vamos resolver isso", disse o diretor do grupo, Roberto Moreno, em entrevista reproduzida pelo site ?UOL Esporte.
A grande questão é exatamente essa. Depois de uma negociação prolongada com o Santos em 2012 e de uma operação muito complexa financeiramente falando, os direitos econômicos do jogador ficaram muito fatiados. Sobrou para a DIS a maior parte do bolo. Mas independente disso, há um consenso sobre quando seria a liberação:
"Não tem nada definido sobre mudar essa divisão. Ainda não temos a nova proposta do Sevilla em mãos, mas podemos sentar e conversar, é claro. Tudo pode ser discutido. O que não pode é a DIS, que sempre teve a maioria dos direitos do Ganso, não ficar com a maior parte do dinheiro. Mas vamos esperar, sentar e discutir. Não há pressa, todos sabem e aceitaram que é preciso esperar acabar a Libertadores. Até o Sevilla está ciente", completou o empresário.
Pelo formato atual, o Tricolor ficaria com cerca de R$ 11 milhões do dinheiro investido pelo Sevilla - quase R$ 6 milhões a menos do que foi pago em 2012. A DIS já atingiria pequeno lucro do que investiu na carreira de Ganso, mas está aberta a negociar parcela de seus direitos.
