Jonathan Calleri e Carlitos Tévez, artilheiros de ambas as equipes, poderão ser decisivos em seus confrontos na semifinal da Libertadores (Getty Images)
Semifinalistas da Copa Bridgestone Libertadores, São Paulo e Boca Juniors nunca se enfrentaram na competição continental. Apesar de ambos serem presença frequente no torneio (o Tricolor é o brasileiro com mais participações, enquanto o argentino é o segundo em seu país), o confronto só chegou perto de se concretizar em 2004, quando a equipe do Morumbi perdeu para o Once Caldas na semifinal e não teve a oportunidade de encarar o Boca na final.
O clube paulista chega a sua oitava semi no histórico de participações na Libertadores (18 ao total), sendo as primeiras em 1972 e 1974, quando teve como carrasco um outro clube argentino – maior campeão da história da competição, o Independiente eliminou o São Paulo na semifinal e na final, respectivamente. As outras três vezes em que o Tricolor chegou, teve dois títulos e mais um vice.
Em 2005, veio o tricampeonato contra o Atlético-PR, após 12 anos sem o título. No ano seguinte, entretanto, o clube bateu na trave em busca do tetra contra o Internacional, e ficou com seu terceiro vice na conta. Em 2010, na última vez em que chegou às semifinais antes da atual edição, o time foi novamente batido pelo Colorado.
Já o Boca, com 26 participações no torneio sul-americano, apareceu em 15 semifinais na história da competição, e tem retrospecto proporcionalmente inferior ao do Tricolor: 10 finais. Uma das pedras no sapato do clube xeneize foi, inclusive, um Brasileiro – em 1963, o Santos de Pelé frustrou a primeira pretensão de título continental dos argentinos. A outra chance veio, novamente, contra um brasileiro, o Atlético-MG, e dessa vez o time de Buenos Aires conquistou o primeiro dos seis canecos da Libertadores que ainda estariam por vir.
Ambos os clubes ainda possuem outro desejo em comum: serem os maiores campeões da Copa em seus respectivos países – o Boca Juniors em igualar o Independiente com 7 conquistas, e o São Paulo, empatado atualmente com o Santos, se isolar com a quarta taça. Todavia, os dois times já são os maiores papa-títulos internacionais de Brasil e Argentina, o Tricolor com 12 e a equipe da Bombonera com 18.
Na atual edição da Copa Bridgestone Libertadores, o São Paulo tem o trunfo de ter o artilheiro da competição: Jonathan Calleri, com oito gols. Do outro lado, Carlitos Tévez já balançou a rede cinco vezes – no total, a equipe brasileira tem vantagens no número de tentos marcados (20 contra 18). Entretanto, a defesa xeneize leva vantagem, com apenas oito gols tomados no torneio, contra 11 do Tricolor Paulista. Outro duelo importante é o de Ganso contra Carlitos, com três e duas assistências para gol, respectivamente.
O retrospecto na atual edição da Libertadores, no entanto, favorece ao Boca. Com cinco vitórias e cinco empates, o time Azul y Oro está invicto no torneio, enquanto o São Paulo soma quatro vitórias, três derrotas e três empates. Na fase mata-mata, a equipe do Morumbi perdeu todos os seus jogos fora de casa, já o time de La Bombonera conta com uma vitória e um empate. Na fase de grupos, os hermanos somaram 12 pontos, três a mais que o Tricolor.
Apesar de nunca terem se enfrentado na competição, os dois gigantes sul-americanos já foram a campo um contra o outro em 20 oportunidades. Nesse histórico o Boca leva vantagem: são oito vitórias contra sete triunfos da equipe paulista, com sete empates (duas vitórias da equipe de Edgardo Bauza em uma eventual final poderiam reverter essa estatística).
Caso chegue à final contra o Boca Juniors, que ainda precisa passar pelo Independiente del Valle, o São Paulo não deve desejar que a história seja a mesma da última decisão travada entre os dois clubes. Campeão da Libertadores de 2005, o clube do Morumbi enfrentou os argentinos, campeões da Copa Sul-Americana, na Recopa de 2006, que teve vitória do time de Buenos Aires por 4 a 3 no agregado.
Maiores campeões internacionais em seus países, Boca e São Paulo podem fazer final inédita
Os dois clubes também buscam se sagrar como maiores campeões da competição sul-americana; no histórico de jogos, argentinos levam vantagem
Fonte Fox Sports
5 de Julho de 2016
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