Análise da vitória do São Paulo. Confira!

Fonte Globo Esporte
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net
A partida estava praticamente decidida quando Ganso disputou a bola aos 42 minutos do segundo tempo. Imediatamente, o meia levou a mão à parte de trás da coxa direita. Uma cena que aterroriza os tricolores, já que há a suspeita de estiramento. Nesse caso, ele perderá a semifinal da Taça Libertadores. O primeiro jogo, contra o Atlético Nacional, da Colômbia, será na próxima quarta, no Morumbi.

Este é o cenário final de um jogo em que o São Paulo havia deixado boa impressão. O time comandado por Edgardo Bauza seguiu a programação pré-Libertadores: para ter folga na tabela, venceu o Fluminense de forma convincente, por 2 a 1, no Morumbi. Era para tudo dar certo.
A torcida estava empolgada com o “fico” de Maicon, mas queria mesmo era ver o desempenho do estreante Cueva. O peruano foi escalado na vaga de Ganso, que começou no banco. Apesar das características diferentes, conseguiu dar mobilidade ao ataque são-paulino, principalmente quando se aproximou de Michel Bastos pela esquerda.
Edgardo Bauza manteve o mesmo esquema: 4-2-3-1. Enquanto João Schmidt era o volante mais preso à defesa, Thiago Mendes se mandava e ajudava o Tricolor a pressionar a saída de bola do Fluminense. Sem a bola, o São Paulo atuava com quatro jogadores em linha, mantendo Centurion pela ponta direita e Michel na esquerda.

Para pressionar a saída de bola do Flu, Thiago Mendes jogou mais adiantado, na linha do peruano Cueva
A partida, porém, começou a se desenhar antes mesmo que qualquer aposta tática pudesse surtir efeito. A 1min46s, Cueva cobrou escanteio para o meio da área, Centurión desviou na primeira trave e João Schmidt, livre de marcação, emendou de primeira para abrir o placar no Morumbi.
O escanteio, aliás, surgiu na principal jogada do Tricolor na primeira etapa. Escalado para retomar o ritmo de jogo, Carlinhos se apresentava bem na esquerda, Michel Bastos se aproximava do lateral, e Cueva sempre se deslocava para o lado em que se sentia mais à vontade.
O gol no começo ajudou, e o São Paulo soube como dominar o Fluminense ao longo do primeiro tempo. As triangulações pela esquerda atraíam a marcação do adversário, abrindo espaços. Quem aproveitou foi Thiago Mendes, que chegava com liberdade à área carioca e levava perigo em chutes de média distância.

Segundo gol do São Paulo começa com o corte de Thiago Mendes no meio-campo, jogando mais adiantado
Mais adiantado, Thiago mostrou ser peça fundamental para o bom jogo do São Paulo. Ao pressionar a saída de bola dos cariocas, roubou a bola ainda na linha do meio-campo, entregou rapidamente para Cueva, que fez o passe a Michel Bastos na esquerda. O meia cruzou com capricho, e Alan Kardec finalmente desencantou.
O primeiro tempo em que até Kardec marcou (apenas o segundo gol dele em 32 jogos na temporada) foi irretocável. Desta forma, o São Paulo voltou do vestiário sem modificações. A proposta era a mesma, tanto que, logo aos quatro minutos, Thiago Mendes recebeu na entrada da área e acertou o travessão de Diego Cavalieri.
A atuação era convincente, mas houve um contratempo. Aos sete, o árbitro Anderson Daronco viu João Schmidt tocar com a mão na bola dentro da área. Cícero cobrou o pênalti e descontou para o Fluminense. O São Paulo complicaria mais um jogo dominado?
Bauza rapidamente mudou a equipe. Para dar ritmo a todos até a semifinal da Libertadores, colocou Ganso na vaga de Michel Bastos. Desta forma, Cueva foi deslocado para o lado, voltando à posição de origem pela qual foi contratado.
A substituição não mudou a cara da partida. O Tricolor seguiu com dificuldades para chegar com clareza ao gol de Cavalieri. Por isso o técnico argentino sacou Centurión para a entrada de Ytalo. Aproveitou também para descansar Carlinhos, titular pela primeira vez desde que se recuperou de lesão muscular na coxa esquerda.
A missão era gastar o tempo, garantir o resultado e seguir o cronograma de Edgardo Bauza até a semifinal da Libertadores. A vitória foi conquistada, mas o técnico argentino agora tem mais um grande problema para o duelo contra o Atlético Nacional.

Formação no final do jogo já mostrava preocupação com o desgaste físico dos titulares do São Paulo
Aos 42 minutos do segundo tempo, Paulo Henrique Ganso sentiu incômodo na coxa esquerda e pediu para ser substituído. Como o São Paulo já havia feito as três substituições, o meia teve que permanecer em campo até o fim. Já na saída do gramado, questionado sobre a possível lesão, se limitou a dizer: “Estou fora”.
A vitória que poderia dar tranquilidade a Bauza para focar apenas na Libertadores se transformou em enorme dor de cabeça. Se a meta dentro de campo foi cumprida, o trabalho fora dele tende a ser mais árduo e mais importante nos próximos dias.
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