Lava Jato: Leco se diz aliviado com Morumbi fora da Copa

Presidente do São Paulo diz que revelações da Lava Jato sobre Arena Corinthians isentam clube

Fonte Band
Projeto de reforma do Morumbi previsto anteriormente Foto: Foto: Ruy Ohtake/GMP
“Alívio total”. Assim reagiu o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, aos escândalos de corrupção apontados pela Operação Lava Jato na construção de estádios da Copa do Mundo de 2014. Sobretudo com a Arena Corinthians, estádio escolhido para sediar seis partidas do Mundial, inclusive a abertura. Originalmente, o local indicado era o Morumbi, que perdeu o posto para o rival.
“Isso (as suspeitas de pagamento de propina nas obras da Arena) mostra que nunca estivemos identificados com problemas que agora estão vindo à tona”, declarou Leco ao Portal da Band nesta quinta-feira, no Morumbi, antes da reunião da Liga Sul-Americana de Clubes. O grupo se reuniu para tratar de mudanças no futebol do continente, principalmente na Libertadores.
Segundo as investigações da Polícia Federal, há indícios de que a construtora Odebrecht pagou propina durante a construção do estádio. Um dos supostos destinatários seria o vice-presidente do Corinthians, André Luiz de Oliveira, conhecido como André Negão. O cartola foi levado para depor e chegou a ser detido por algumas horas, por posse de arma em situação irregular. Ele foi solto sob pagamento de fiança.
Questionado se o clube conseguiria evitar relacionamento com a Odebrecht ou outras empreiteiras investigadas em uma eventual reforma do Morumbi, Leco preferiu poupar as empresas.
“Elas não são as culpadas diretas. Sãs as entidades que as contrataram e estabeleceram uma rotina de malfeitos, que o Brasil está reagindo e tratando de encerrar”, afirmou o presidente.
Rivalidade por Copa
No momento do anúncio de que o Brasil sediaria a Copa de 2014, foi dada como certa a utilização do Morumbi. O estádio precisaria, no entanto, passar por reformas, inclusive nos arredores. No entanto, nunca houve um acerto com Comitê Organizador e Fifa sobre as garantias financeiras para as obras – só no estádio, algo em torno de R$ 600 milhões.
Diante do impasse, a CBF indicou o futuro estádio do Corinthians, na época apenas uma ideia, que seria erguido em Itaquera. A decisão irritou a diretoria do São Paulo. O então presidente tricolor, Juvenal Juvêncio, travou uma guerra de declarações com o mandatário Andrés Sanchez. Apesar da bronca, a decisão final foi a de usar o estádio corintiano.
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