É uma situação muito constrangedora, diz Ceni sobre interferir no time
Fonte Folha de São Paulo
24 de Março de 2016
Diante do momento desfavorável do São Paulo neste início de temporada, há quem imagine que a presença e a liderança do ídolo Rogério Ceni poderia fazer diferença no desempenho da equipe. Em entrevista concedida nesta quinta (24), o ex-goleiro discordou e foi além na explicação de uma possível interferência sua no grupo.
"Eu converso sempre. Troco mensagens com alguns [jogadores], mas acho que é um momento deles, muito particular. O que tenho é minha torcida e gratidão eterna pelo clube, e a vontade que tudo dê certo", declarou nesta quinta (24). "Acho que [uma palestra para o elenco] é uma situação muito constrangedora".
Distante do futebol desde sua aposentadoria no ano passado, Ceni esteve no CT do São Paulo, na Barra Funda, para divulgar o lançamento de dois bonecos seus, reproduzindo sua defesa contra o Liverpool, no jogo do título do Mundial de Clubes de 2005, e o centésimo gol de sua carreira, contra o Corinthians, em 2011.
Atualmente, sua rotina inclui palestras motivacionais, presença em eventos, e ações de marketing. Questionado sobre seu futuro, Ceni afirmou que ainda não definiu, mas que o plano é trilhar um novo caminho a partir de 2017. Segundo o ex-goleiro, a carreira de técnico não está descartada.
"Se for para decidir ir por essa área, teria de ir para fora no segundo semestre. O [colombiano Juan Carlos] Osorio [ex-treinador do São Paulo] é um grande parceiro, ele me convidou para acompanhar o trabalho dele na seleção mexicana. Não descarto, é uma possibilidade", afirmou.
Mostrando-se mais sereno com sua nova rotina, o goleiro aproveitou para comentar sobre a situação atual do São Paulo e as atuações de Deni. Apesar dos maus resultados do time neste início de ano, Ceni manteve o discurso otimista sobre a sequência da equipe e disse que sofria mais quando estava dentro de campo.
"Ali depende de você, que é parte daquilo. Tem uma responsabilidade muito maior. O que posso fazer hoje é torcer para que o time siga em frente, e vai seguir. Os resultados não estão dentro do esperado, mas está faltando um pouco de sorte", afirmou. "Eu acredito muito que o São Paulo vai chegar às finais do Paulista, e, depois que se chega a uma fase final, as coisas mudam".
"Sobre Libertadores, eu também acredito muito, mesmo com dois pontos. Nos classificamos com sete em 2013. Temos dois jogos em casa, com o Morumbi à disposição. Acredito que com duas vitórias o São Paulo se coloque entre os primeiros e vai jogar sua decisão na altitude [contra o The Strongest (BOL)], quem sabe, até por um empate".
O São Paulo está em terceiro colocado do Grupo 1 com apenas dois pontos, atrás do The Strongest, com sete, e do River Plate (ARG), com cinco.
Ceni também comentou sobre o trabalho de seu substituto, o goleiro Denis. Para o ídolo são-paulino, o novo camisa 1 não tem dado margem para críticas.
"Ontem [contra o Botafogo-SP] fez um jogo extremamente seguro, bacana. O time dá uma ênfase ao sistema defensivo, o que colabora para ele não aparecer tanto. Os erros aconteceram comigo, com Waldir Peres, com Zetti e com tantos goleiros. O trabalho vai seguir com o Denis, com o Renan e com o Léo. O São Paulo tem dentro do seu elenco goleiros para muitos anos", afirmou.
Finalmente, falou sobre a partida deste domingo (24), contra o Santos. Para ele, o jogo não será tão intenso por causa das circunstâncias –os dois times têm desfalques importantes e estão relativamente confortáveis na tabela de classificação— e afirmou que o time tricolor pode se aproveitar disso.
"É um jogo que para o São Paulo, que precisa de afirmação, passa a ser um jogo mais decisivo".
"Eu converso sempre. Troco mensagens com alguns [jogadores], mas acho que é um momento deles, muito particular. O que tenho é minha torcida e gratidão eterna pelo clube, e a vontade que tudo dê certo", declarou nesta quinta (24). "Acho que [uma palestra para o elenco] é uma situação muito constrangedora".
Distante do futebol desde sua aposentadoria no ano passado, Ceni esteve no CT do São Paulo, na Barra Funda, para divulgar o lançamento de dois bonecos seus, reproduzindo sua defesa contra o Liverpool, no jogo do título do Mundial de Clubes de 2005, e o centésimo gol de sua carreira, contra o Corinthians, em 2011.
Atualmente, sua rotina inclui palestras motivacionais, presença em eventos, e ações de marketing. Questionado sobre seu futuro, Ceni afirmou que ainda não definiu, mas que o plano é trilhar um novo caminho a partir de 2017. Segundo o ex-goleiro, a carreira de técnico não está descartada.
"Se for para decidir ir por essa área, teria de ir para fora no segundo semestre. O [colombiano Juan Carlos] Osorio [ex-treinador do São Paulo] é um grande parceiro, ele me convidou para acompanhar o trabalho dele na seleção mexicana. Não descarto, é uma possibilidade", afirmou.
Mostrando-se mais sereno com sua nova rotina, o goleiro aproveitou para comentar sobre a situação atual do São Paulo e as atuações de Deni. Apesar dos maus resultados do time neste início de ano, Ceni manteve o discurso otimista sobre a sequência da equipe e disse que sofria mais quando estava dentro de campo.
"Ali depende de você, que é parte daquilo. Tem uma responsabilidade muito maior. O que posso fazer hoje é torcer para que o time siga em frente, e vai seguir. Os resultados não estão dentro do esperado, mas está faltando um pouco de sorte", afirmou. "Eu acredito muito que o São Paulo vai chegar às finais do Paulista, e, depois que se chega a uma fase final, as coisas mudam".
"Sobre Libertadores, eu também acredito muito, mesmo com dois pontos. Nos classificamos com sete em 2013. Temos dois jogos em casa, com o Morumbi à disposição. Acredito que com duas vitórias o São Paulo se coloque entre os primeiros e vai jogar sua decisão na altitude [contra o The Strongest (BOL)], quem sabe, até por um empate".
O São Paulo está em terceiro colocado do Grupo 1 com apenas dois pontos, atrás do The Strongest, com sete, e do River Plate (ARG), com cinco.
Ceni também comentou sobre o trabalho de seu substituto, o goleiro Denis. Para o ídolo são-paulino, o novo camisa 1 não tem dado margem para críticas.
"Ontem [contra o Botafogo-SP] fez um jogo extremamente seguro, bacana. O time dá uma ênfase ao sistema defensivo, o que colabora para ele não aparecer tanto. Os erros aconteceram comigo, com Waldir Peres, com Zetti e com tantos goleiros. O trabalho vai seguir com o Denis, com o Renan e com o Léo. O São Paulo tem dentro do seu elenco goleiros para muitos anos", afirmou.
Finalmente, falou sobre a partida deste domingo (24), contra o Santos. Para ele, o jogo não será tão intenso por causa das circunstâncias –os dois times têm desfalques importantes e estão relativamente confortáveis na tabela de classificação— e afirmou que o time tricolor pode se aproveitar disso.
"É um jogo que para o São Paulo, que precisa de afirmação, passa a ser um jogo mais decisivo".
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