Daniel enche a bola de Ganso e projeta parceria de sucesso na armação

Fonte Gazeta Esportiva
O armador Daniel será um dos meias da equipe ao lado do camisa 10, à frente de três volantes (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O meia Daniel foi o escolhido por Edgardo Bauza como solução em meio a dez desfalques e a necessidade de vitória sobre o Botafogo-SP, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio do Pacaembu, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista. Contente pela preferência do treinador, o armador explicou o que o treinador espera do 4-3-2-1 que levará a campo e projetou uma parceria de sucesso com Paulo Henrique Ganso na armação.
“A orientação é para que a gente jogue junto, não fique espaçado. Claro que, em alguns momentos, até pela minha característica, eu posso cair pelas pontas, juntar ao ataque. Mas, a princípio, a orientação é de ficar sempre juntos e tocar a bola rápido entre nós”, comentou o jogador, que deu a dica de como os gols podem sair na cabeça de Patón. “Há essa orientação para que chutemos de fora da área. E não só isso, para que entre mais na área e tenha possibilidade de fazer gol”, continuou.
Para o atleta, que fará a sua terceira partida como titular da equipe na temporada, já superando os dois jogos que realizou em todo o ano de 2015, não há muita dificuldade em atuar ao lado de Ganso. Elogioso ao tratar do camisa 10, Daniel disse não se surpreender com a fase artilheira do armador, principal goleador da equipe em 2016. No total, são seis gols marcados, sendo cinco nos últimos seis duelos.
“O Ganso é um jogador acima da média, na minha opinião, e eu acho que, apesar de no ano passado ele não ter feito tantos gols, é normal ele fazer esse número. Está todo mundo se ajudando, apesar de deixar escapar algumas vitórias, o pessoal da zaga tem dado muita segurança para a gente lá na frente. Temos jogado bem nos últimos jogos, controlamos a maior parte do tempo. Mas reconheço que temos de aproveitar a maior porcentagem nossa posse de bola fazendo gols”, avaliou.
No embate contra o time de Ribeirão Preto, a dupla de meias terá atrás um trio de volantes, com João Schmidt, Hudson e Carlinhos. O posicionamento diferente é uma tentativa de Bauza em jogar de forma mais compacta, trabalhando bastante os passes curtos.
“Acredito que no esquema que a gente estava antes, os dois pontas ficavam muito abertos e distantes. Agora o time joga mais junto, um do lado do outro, facilita na hora que perde a bola também. São esquemas bem diferentes, mas eu acho que o treinador conseguiu passar bem as informações e o estilo que ele quer no jogo. Estamos tentando assimilar isso o mais rápido possível. Vamos trabalhar para entrosar rápido e conseguir os resultados”, analisou o jogador.
Por fim, o atleta são-paulino minimizou a ausência de dez companheiros para o embate, que forçará Bauza a ter apenas seis reservas na partida. Como o clube só pôde inscrever 28 atletas na competição e, além das baixas, cedeu Kieza para o Vitória na semana passada, a lista de relacionados contará apenas com 17 nomes.
“São vários desfalques, seleção, lesionados, mas acredito que o elenco é muito forte e pode suprir essas ausências. Quem não é escalado, quem está entrando nos jogos, trabalha firme diariamente. Estamos todos preparados caso tenha que assumir a responsabilidade de jogar”, encerrou.
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