Edgardo Bauza gostou da atuação do meia em seu retorno à equipe titular, contra o Novorizontino (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Tão marcante quanto a vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o Novorizontino, nesta quarta-feira, no estádio do Pacaembu, a rixa entre Michel Bastos e parte da torcida do Tricolor chamou a atenção também do técnico Edgardo Bauza. O argentino, sempre calmo a tratar de temas relacionados aos aficionados, classificou como normais os apitos da Tricolor Independente destinados exclusivamente ao armador, toda vez que ele encostava na bola.
O jogador já havia sido alvo de um protesto dos organizados no domingo, quando um torcedor interpretou o atleta com o nome “Migué Bastos” a camisa, uma garrafa de cerveja na mão e gestos bastante semelhantes aos do jogador. A comemoração realizada contra o Sport, no ano passado, quando Michel pediu silêncio aos presentes no Morumbi, também foi bastante citada naquela ocasião.
“Quanto à torcida, tampouco me importa ao que protestaram. Ela responde ao que vê, ao que sente e temos que respeitar. O atleta e eu temos que tratar de fazer o melhor e ganhar para que a torcida fique contente e possa desfrutar. Depois, são reações normais que não fazem mal a ninguém”, avaliou o comandante, que afastou o atleta no final de semana para dar-lhe descanso, mas acabou criando diversas suspeitas de “punição” pelas declarações da semana.
Na ocasião, após o revés para o Strongest, na Libertadores da América, os jogadores realizaram uma greve de silêncio para protestar pelos direitos de imagem, que tinham pagamento atrasado em dois meses. Apontado como líder do movimento, Michel foi tachado de “erva daninha” por um assessor da presidência. Na sequência, ficou fora do jogo e, naturalmente, perdeu a faixa de capitão que ostentava desde o início do ano.
“Ele jogou essa partida porque o vi bem nos treinamentos então decidi incluí-lo. O trabalho que ele fez hoje (quarta-feira) é o que ele sabe fazer, jogando pela esquerda, pelo corredor, ajudando defensivamente a equipe. E ajudando permanente a manutenção da posse de bola. Para mim isso é essencial e ele ajudou a ganhar”, comentou Patón, preferindo não polemizar a perda da condição de capitão, concedida a Denis nos últimos dois duelos.
“O tema da capitania preferi dar ao Denis e já expliquei outro dia que tem que ser titular para ser capitão. E, como na partida anterior Michel não estava, não quis mudar agora e Denis vai permanecer como capitão. Não é para mim muito importante também. O plantel tem uns cinco ou seis líderes e qualquer um pode ser escolhido”, encerrou.
Bauza releva vaias a Michel e diz que respeita torcida: "Responde ao que vê"
Fonte Gazeta Esportiva
24 de Fevereiro de 2016
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