Ataíde tentou intimidar comandante de audiência por agressão em Aidar
Fonte ESPN
22 de Fevereiro de 2016
Ataíde Gil Guerreiro ao lado de Carlos Miguel Aidar
Pivô da polêmica que culminou com a renúncia de Carlos Miguel Aidar, o vice Ataíde Gil Guerreiro depôs na semana passada no São Paulo sobre a agressão ao ex-presidente, ocorrida em 2015. Mas, antes de dar sua versão dos fatos, aproveitou para "intimidar" o juiz que presidiria a audiência, de acordo com relatos contados à ESPN.
Conforme apurou a reportagem com fontes ligadas ao caso, ao encontrar com o presidente da comissão de ética, José Roberto Ópice Blum, Ataíde disse que este não poderia estar à frente do caso sob alegação de que Blum havia dado entrevistas a alguns veículos, citando inclusive a ESPN.
Dar entrevistas é algo que, na condição de juiz, o presidente da comissão que julga o caso não poderia fazer. A atitude intempestiva de Ataíde, entretanto, segundo a visão dos presentes, foi vista como uma tentativa desesperada de diminuir o poder da comissão e intimidar o presidente.
Segundo os presentes relataram a conselheiros e também à reportagem, Blum, que é advogado de formação, respondeu que a lei citada não se aplicava a ele, uma vez que ele está aposentado como juiz há mais de 20 anos. Assim, Gil Guerreiro deve que se recolher e aceitar a posição do presidente da comissão.
O depoimento do Ataíde ocorreu no salão nobre do Morumbi, às 11h da última quinta-feira.
O vice foi o último a depor no caso e fez isso perante os cinco membros da comissão de ética, entre os quais o presidente José Roberto Ópice Blum, o vice-presidente do São Paulo, Roberto Natel, o vice de Comunicação e Marketing, José Francisco Manssur - estes dois na condição de testemunhas de Guerreiro - e o advogado José Luis Oliveira Lima, representando a defesa de Aidar.
Procurado pela reportagem, Blum não quis se pronunciar. Ataíde, por sua vez, também foi procurado, mas ainda não respondeu se gostaria de comentar o assunto.
O depoimento
Após o episódio relatado acima, Gil Guerreiro admitiu ter agredido Aidar durante uma discussão no Hotel Radison, em São Paulo, em 5 de outubro do ano passado. Negou ter atingido o ex-presidente com um soco no rosto, embora tenha afirmado que tocou a face de Aidar com o punho fechado e revelou que o segurou pelo pescoço. De acordo com relatos para a reportagem, ele até reproduziu como teria ocorrido com ajuda de Natel.
Segundo ele, a discussão ocorreu por causa do conteúdo que está na gravação - no qual Aidar oferece repartir com ele comissão pela contratação de um jogador da Portuguesa.
Sobre as denúncias contidas no áudio, o vice de futebol confirmou que o conteúdo contempla todas as denúncias que tem contra Aidar e não apresentou mais provas.
Os contratos que Gil Guerreiro afirma possuir no áudio, no entanto, não foram entregues à comissão de ética tricolor - havia expectativa de que ele pudesse apresentar mais provas.
Antes desta quinta-feira, Ataíde Gil Guerreiro já havia sido convocado três vezes para depor. Os dias foram 18 de janeiro, 19 de janeiro e 3 de fevereiro. Todas as vezes ele teve compromissos e desmarcou. Por isso foi o último a se pronunciar.
Pivô da polêmica que culminou com a renúncia de Carlos Miguel Aidar, o vice Ataíde Gil Guerreiro depôs na semana passada no São Paulo sobre a agressão ao ex-presidente, ocorrida em 2015. Mas, antes de dar sua versão dos fatos, aproveitou para "intimidar" o juiz que presidiria a audiência, de acordo com relatos contados à ESPN.
Conforme apurou a reportagem com fontes ligadas ao caso, ao encontrar com o presidente da comissão de ética, José Roberto Ópice Blum, Ataíde disse que este não poderia estar à frente do caso sob alegação de que Blum havia dado entrevistas a alguns veículos, citando inclusive a ESPN.
Dar entrevistas é algo que, na condição de juiz, o presidente da comissão que julga o caso não poderia fazer. A atitude intempestiva de Ataíde, entretanto, segundo a visão dos presentes, foi vista como uma tentativa desesperada de diminuir o poder da comissão e intimidar o presidente.
Segundo os presentes relataram a conselheiros e também à reportagem, Blum, que é advogado de formação, respondeu que a lei citada não se aplicava a ele, uma vez que ele está aposentado como juiz há mais de 20 anos. Assim, Gil Guerreiro deve que se recolher e aceitar a posição do presidente da comissão.
O depoimento do Ataíde ocorreu no salão nobre do Morumbi, às 11h da última quinta-feira.
O vice foi o último a depor no caso e fez isso perante os cinco membros da comissão de ética, entre os quais o presidente José Roberto Ópice Blum, o vice-presidente do São Paulo, Roberto Natel, o vice de Comunicação e Marketing, José Francisco Manssur - estes dois na condição de testemunhas de Guerreiro - e o advogado José Luis Oliveira Lima, representando a defesa de Aidar.
Procurado pela reportagem, Blum não quis se pronunciar. Ataíde, por sua vez, também foi procurado, mas ainda não respondeu se gostaria de comentar o assunto.
O depoimento
Após o episódio relatado acima, Gil Guerreiro admitiu ter agredido Aidar durante uma discussão no Hotel Radison, em São Paulo, em 5 de outubro do ano passado. Negou ter atingido o ex-presidente com um soco no rosto, embora tenha afirmado que tocou a face de Aidar com o punho fechado e revelou que o segurou pelo pescoço. De acordo com relatos para a reportagem, ele até reproduziu como teria ocorrido com ajuda de Natel.
Segundo ele, a discussão ocorreu por causa do conteúdo que está na gravação - no qual Aidar oferece repartir com ele comissão pela contratação de um jogador da Portuguesa.
Sobre as denúncias contidas no áudio, o vice de futebol confirmou que o conteúdo contempla todas as denúncias que tem contra Aidar e não apresentou mais provas.
Os contratos que Gil Guerreiro afirma possuir no áudio, no entanto, não foram entregues à comissão de ética tricolor - havia expectativa de que ele pudesse apresentar mais provas.
Antes desta quinta-feira, Ataíde Gil Guerreiro já havia sido convocado três vezes para depor. Os dias foram 18 de janeiro, 19 de janeiro e 3 de fevereiro. Todas as vezes ele teve compromissos e desmarcou. Por isso foi o último a se pronunciar.
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