Calleri foi a principal contratação do São Paulo para a Libertadores
Após nove edições consecutivas, o São Paulo entra em uma Libertadores sem Rogério Ceni como titular e precisa mostrar que a tradição de ser um time copeiro continua mesmo sem a presença do goleiro.
No ano passado, o São Paulo superou uma das temporadas mais turbulentas de sua história, com briga política, presidente entregando o cargo após suspeitas de corrupção, demissões de treinadores e até goleada sofrida diante do rival – 6 a 1 para o Corinthians – e se salvou com a classificação ao torneio continental.
Além de Rogério Ceni, a equipe também não terá o atacante Luis Fabiano, que foi para o futebol chinês, e Alexandre Pato, reforço no Chelsea. Apesar das três importantes ausências, ninguém do São Paulo fala em entrar na competição apenas para disputar.
Com o objetivo de manter a tradição de ser um time forte na Libertadores, o São Paulo conta com a volta de um ídolo: Diego Lugano. Após dez anos, o uruguaio retornou ao Morumbi para se aposentar, mas, antes, quer levantar mais uma vez a taça, como fez em 2005.
A diretoria foi buscar mais reforços estrangeiros. O técnico argentino Edgardo Bauza, bicampeão da Libertadores – uma vez com o San Lorenzo e outra com a LDU –, desembarcou no clube com a responsabilidade de reorganizar a equipe e, para isso, conta com “ajudante” de peso.
Jonathan Calleri, também da Argentina, chegou do Boca Juniors só para jogar no primeiro semestre, pois está certo com a Inter de Milão, e espera aproveitar o pouco tempo no time brasileiro da melhor forma possível. Pelos primeiros jogos, mostrou que pode ser uma peça fundamental no esquema do treinador. Outras caras novas também devem ser importantes, como Mena, Kelvin e Kieza.
O São Paulo já sentiu um pouco o que será a Libertadores deste ano ao passar pela primeira fase da competição, quando eliminou o Cesar Vallejo, do Peru. Após empatar por 1 a 1 fora de casa e vencer por 1 a 0 no Pacaembu, o time entrou na fase de grupos.
Time-base: Denis; Bruno, Breno, Lugano e Mena; Rodrigo Caio e Thiago Mendes; Ganso, Centurion e Michel Bastos; Calleri
Técnico: Edgardo Bauza
Quem chegou: Lugano (zagueiro), Maicon (zagueiro), Mena (lateral), Kelvin (atacante), Calleri (atacante), Kieza (atacante) e Edgardo Bauza (técnico)
Quem saiu: Rogério Ceni (goleiro), Reinaldo (lateral), Edson Silva (zagueiro), Luís Fabiano (atacante) e Pato (atacante)
CONHEÇA OS ADVERSÁRIOS DO SÃO PAULO NO GRUPO 1
River Plate-ARG
Atual campeão da Libertadores, o River perdeu alguns jogadores, mas continua muito forte. O meia D’Alessandro, ex-Inter, acaba de ser contratado para ser uma das estrelas da equipe, que conta ainda com o técnico Marcelo Gallardo, multicampeão pela equipe.
The Strongest-BOL
Segundo colocado no Campeonato Boliviano, o time tem dois jogadores bem conhecidos dos brasileiros, casos dos meias Pablo Escobar e Chumacero, que já atuaram no País. Outro que chama a atenção é o atacante Rodrigo Ramallo, um dos artilheiros da equipe.
Trujillanos-VEN
Vice-campeão venezuelano é o azarão do grupo. Os jogadores mais importantes são o zagueiro Cuevas e os atacantes Padilla e Gustavo Britos. A equipe não fez nenhuma grande contratação para o torneio e o técnico Horario Matuszyck é argentino e está no clube desde 2014.
São Paulo aposta em velho ídolo e argentinos para voltar ao topo
Tricolor jogar suas fichas no treinador Bauza e no atacante Calleri
Fonte Estadão
16 de Fevereiro de 2016
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