Em toda a história, o São Paulo teve 90 goleiros que pisaram em campo no mínimo uma vez. Na média, pouco mais de um por ano. Deste total, 20 somente e justamente fizeram uma única partida (desconsiderando-os, a média passaria a ser de 0,82 goleiro/ano).
Só 45 goleiros defenderam o Tricolor por no mínimo dez partidas. A média de participação de um arqueiro na meta são-paulina é de 62 jogos (número muito elevado, certamente, pelo desempenho de Rogério Ceni).
Todos esses números mostram que, ao longo dos anos, a pequena área do São Paulo é protegida por verdadeiros soberanos dinásticos, que dominaram o gol por muitos anos, por vezes décadas. Regressivamente, temos: Rogério Ceni (1997-2015), Zetti (1990-1996), Gilmar (1985-1990), Waldir Peres (1973-1984), Sergio Valentim (1970-1973), Picasso (1967-1969), Suly (1962-1966), Poy (1950-1962), Mário (1948-1950), Gijo (1944-1948), King (1940-1944), Caxambu (1937-1939), King (1936-1937), Jurandyr (1934-1935), Jose Lengyl (1933, o último a dominar em somente um ano), Moreno (1932), Joãozinho (1930-1931) e Nestor (1930).
Claro, por vezes, esses soberanos abriam espaço para outros que buscavam as mesmas glórias. Mas poucos conseguiram. Denis é um dos que, mesmo sem ter formado "dinastia", já alcança números surpreendentes defendendo o Tricolor. Outro exemplo marcante disso é Toinho, que possui a melhor média de gols sofridos do clube (ver quadros abaixo).

























CASOS RAROS DE GOLS SOFRIDOS POR NÃO-GOLEIROS
O São Paulo, entre 1930 e 2015, sofreu 6.068 gols, mas nem todos eles foram nas contas dos goleiros: Em 24 de julho de 2003 (Brasileiro, São Paulo 1 x 2 Ponte Preta), Gustavo Nery, um lateral-esquerdo - por vezes zagueiro, meia, ala, enfim...-, foi parar no gol após o treinador Roberto Rojas já ter efetuado três substituições e o titular da meta, Rogério Ceni, ter sido expulso aos 40 minutos da etapa final. Já nos acréscimos, aos 47 minutos, Gustavo Nery sofreu o gol de Rafael Santos.
A primeira vez que um fato como esse ocorreu, na verdade, foi em 1º de maio de 1931, quando o atacante Luizinho teve que ir para o gol por causa da contusão do goleiro Nestor (que acabou tendo que abandonar o futebol definitivamente). Naquela partida, o São Paulo perdeu por 3 a 2 para o Palestra, e o último gol do adversário foi marcado em cima de Luizinho, aos 42 minutos do segundo tempo.
Contudo, esses não foram os únicos casos de jogadores da linha no gol: Em 20 de junho de 1937, Cozinheiro (Antõnio Luiz) foi parar no gol por expulsões generalizadas. Mas Cozinheiro teve melhor sorte e não sofreu gol algum e o Tricolor venceu o SPR por 3 a 1, no Campeonato Paulista.