Um banho de corpo e alma
por Bruno Grossi
Fonte LANCE!Net
13 de Dezembro de 2015
Desta vez Rogério Ceni não foi herói de um título ou protagonista em um clássico. Não marcou um golaço de falta e nem se esticou para tornar real um milagre. Não precisou discutir com os árbitros e nem provocar os adversários. Ainda assim, foi decisivo como sempre neste fim de temporada para o São Paulo.
E que temporada digna de esquecimento. Com Ceni em grande forma no fim 2014, a certeza era de glórias para 2015, a começar pela Copa Libertadores da América. Não houve tetra, houve sofrimento por uma vaga nas oitavas de final e a queda de um ídolo como Muricy Ramalho. E até mesmo Fábio, a maior vítima do Mito, conseguiu frustrar os planos do Tricolor ao eliminar o rival no Mineirão.
De Alejandro Sabella a Vanderlei Luxemrburgo, o escolhido foi Juan Carlos Osorio. Ceni renasceu e se encheu de esperança por mais um título antes de se aposentar. O peito inflado de confiança, contudo, murchou com cada um dos oito jogadores negociados durante o Campeonato Brasileiro. Tornou-se vazio com cada escândalo político que assolou o Morumbi.
Nem a trancos um time apático parecia ter sangue para superar os barrancos que se formaram no caminho. A rota do título brasileiro foi desviada para a Copa do Brasil e, sem sinalização, caiu em um beco sem saída: Libertadores ou nada! Sem rumo, sem técnico e sem Ceni, vencido por rara lesão, a vaga surgiu.
Era pouco, muito pouco para um ano de demissões, comissões e decepções tão frequentes quanto doloridas. Dores também de um até logo para Luis Fabiano e de um adeus para Juvenal Juvêncio. Mas se havia qualquer chance de resgatar 12 meses de aflição, certamente ela passaria pelas mãos e pelos pés do Mito.
Rogério Ceni trocou os recordes individuais pela realização de sonhos coletivos. Fez, do massagista a Raí, todos sentirem a gratidão pelas conquistas com as cores do São Paulo. Com as lágrimas que correram no Morumbi, lavou a alma de um clube e de uma torcida, certamente agora mais preparados para um 2016 de mais paz.
E que temporada digna de esquecimento. Com Ceni em grande forma no fim 2014, a certeza era de glórias para 2015, a começar pela Copa Libertadores da América. Não houve tetra, houve sofrimento por uma vaga nas oitavas de final e a queda de um ídolo como Muricy Ramalho. E até mesmo Fábio, a maior vítima do Mito, conseguiu frustrar os planos do Tricolor ao eliminar o rival no Mineirão.
De Alejandro Sabella a Vanderlei Luxemrburgo, o escolhido foi Juan Carlos Osorio. Ceni renasceu e se encheu de esperança por mais um título antes de se aposentar. O peito inflado de confiança, contudo, murchou com cada um dos oito jogadores negociados durante o Campeonato Brasileiro. Tornou-se vazio com cada escândalo político que assolou o Morumbi.
Nem a trancos um time apático parecia ter sangue para superar os barrancos que se formaram no caminho. A rota do título brasileiro foi desviada para a Copa do Brasil e, sem sinalização, caiu em um beco sem saída: Libertadores ou nada! Sem rumo, sem técnico e sem Ceni, vencido por rara lesão, a vaga surgiu.
Era pouco, muito pouco para um ano de demissões, comissões e decepções tão frequentes quanto doloridas. Dores também de um até logo para Luis Fabiano e de um adeus para Juvenal Juvêncio. Mas se havia qualquer chance de resgatar 12 meses de aflição, certamente ela passaria pelas mãos e pelos pés do Mito.
Rogério Ceni trocou os recordes individuais pela realização de sonhos coletivos. Fez, do massagista a Raí, todos sentirem a gratidão pelas conquistas com as cores do São Paulo. Com as lágrimas que correram no Morumbi, lavou a alma de um clube e de uma torcida, certamente agora mais preparados para um 2016 de mais paz.
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