Inspiração, Montoya vê Ceni superior a Chilavert: "É dos melhores da história
O goleiro são-paulino copiou os modelos de camiseta usadas pelo ídolo colombiano na década de 1990
Fonte Gazeta Esportiva
11 de Dezembro de 2015
Montoya foi uma das inspirações no início da carreira de Ceni (Foto: Divulgação/Boca Juniors)
Apontado como influência por Rogério Ceni no começo de carreira, o colombiano Navarro Montoya coloca o goleiro são-paulino entre os maiores da história na posição. Além de destacar a capacidade do brasileiro debaixo das traves, o ex-jogador elogiou sua precisão com os pés ao compará-lo com o paraguaio José Luís Chilavert.
“Quanto a pênaltis e faltas, o Rogério foi o melhor sem nenhum tipo de dúvida e os números comprovam isso”, afirmou Montoya em entrevista à Gazeta Esportiva. Com 131 gols, o são-paulino é o recordista, seguido por Chilavert, contemporâneo do colombiano no futebol argentino e autor de 62 tentos.
Montoya defendeu o Boca Juniors de 1988 a 1996 e tem nacionalidade argentina. O folclórico ex-goleiro serviu como inspiração para Rogério Ceni por sua habilidade para repor a bola com os dois pés e pela maneira de sair do gol em X, incorporada pelo brasileiro.
Se elogiou a precisão do são-paulino com os pés, Montoya fez questão de destacar sua capacidade sob as traves. “Como ele fez tantos gols, muitos se esquecem da qualidade que tem como goleiro. Não é por acaso que chegou aos mil jogos e ainda jogando sempre pelo São Paulo, um dos maiores times do mundo”, afirmou.
Ceni também admirava os uniformes espalhafatosos criados por Montoya. Então reserva de Zetti, ele pediu a camisa ao colombiano após a vitória por 3 a 2 do São Paulo sobre o Boca Juniors, na Supercopa de 1995. Para sua surpresa, foi atendido.
No livro “Maioridade Penal”, Ceni lembra o episódio. “Passada meia hora, chega o roupeiro no vestiário com um saquinho na mão. Dentro, a camisa, e de quebra, o calção de Montoya. Tenho as duas peças guardadas até hoje”, escreveu. Anos depois, o brasileiro se inspirou no uniforme, no qual Montoya aparece dirigindo um caminhão.
“Eu também me lembro desse jogo. O Rogério ainda era reserva do Zetti. Ele copiou o modelo do caminhão e depois criou outras camisetas baseadas naquela. Além dos uniformes, o Rogério já disse que aprendeu algumas coisas me vendo jogar. Para mim, é um verdadeiro prazer que ele me tenha como referência”, afirmou.
Para mim, é um verdadeiro prazer que o Rogério Ceni me tenha como referência.
Navarro Montoya
Conhecedor da responsabilidade de vestir a camisa de um grande clube por várias temporadas consecutivas, Navarro Montoya reverencia Rogério Ceni, convocado para as Copas do Mundo de 2002 e 2006, e o coloca entre os maiores goleiros da história do futebol.
“Nos últimos anos, ficou cada vez mais difícil permanecer muito tempo no mesmo clube. Para conseguir isso, você precisa ser eficaz. O Rogério está no grupo dos grandes goleiros de toda a história. E não apenas pelos gols, o que é um complemento, mas pelo talento como goleiro”, afirmou Montoya, que se aposentou em 2009 e chegou a abrir uma academia de goleiros na Espanha, além de ter virado comentarista esportivo.
Texto originalmente publicado em 07/09/2011.
Apontado como influência por Rogério Ceni no começo de carreira, o colombiano Navarro Montoya coloca o goleiro são-paulino entre os maiores da história na posição. Além de destacar a capacidade do brasileiro debaixo das traves, o ex-jogador elogiou sua precisão com os pés ao compará-lo com o paraguaio José Luís Chilavert.
“Quanto a pênaltis e faltas, o Rogério foi o melhor sem nenhum tipo de dúvida e os números comprovam isso”, afirmou Montoya em entrevista à Gazeta Esportiva. Com 131 gols, o são-paulino é o recordista, seguido por Chilavert, contemporâneo do colombiano no futebol argentino e autor de 62 tentos.
Montoya defendeu o Boca Juniors de 1988 a 1996 e tem nacionalidade argentina. O folclórico ex-goleiro serviu como inspiração para Rogério Ceni por sua habilidade para repor a bola com os dois pés e pela maneira de sair do gol em X, incorporada pelo brasileiro.
Se elogiou a precisão do são-paulino com os pés, Montoya fez questão de destacar sua capacidade sob as traves. “Como ele fez tantos gols, muitos se esquecem da qualidade que tem como goleiro. Não é por acaso que chegou aos mil jogos e ainda jogando sempre pelo São Paulo, um dos maiores times do mundo”, afirmou.
Ceni também admirava os uniformes espalhafatosos criados por Montoya. Então reserva de Zetti, ele pediu a camisa ao colombiano após a vitória por 3 a 2 do São Paulo sobre o Boca Juniors, na Supercopa de 1995. Para sua surpresa, foi atendido.
No livro “Maioridade Penal”, Ceni lembra o episódio. “Passada meia hora, chega o roupeiro no vestiário com um saquinho na mão. Dentro, a camisa, e de quebra, o calção de Montoya. Tenho as duas peças guardadas até hoje”, escreveu. Anos depois, o brasileiro se inspirou no uniforme, no qual Montoya aparece dirigindo um caminhão.
“Eu também me lembro desse jogo. O Rogério ainda era reserva do Zetti. Ele copiou o modelo do caminhão e depois criou outras camisetas baseadas naquela. Além dos uniformes, o Rogério já disse que aprendeu algumas coisas me vendo jogar. Para mim, é um verdadeiro prazer que ele me tenha como referência”, afirmou.
Para mim, é um verdadeiro prazer que o Rogério Ceni me tenha como referência.
Navarro Montoya
Conhecedor da responsabilidade de vestir a camisa de um grande clube por várias temporadas consecutivas, Navarro Montoya reverencia Rogério Ceni, convocado para as Copas do Mundo de 2002 e 2006, e o coloca entre os maiores goleiros da história do futebol.
“Nos últimos anos, ficou cada vez mais difícil permanecer muito tempo no mesmo clube. Para conseguir isso, você precisa ser eficaz. O Rogério está no grupo dos grandes goleiros de toda a história. E não apenas pelos gols, o que é um complemento, mas pelo talento como goleiro”, afirmou Montoya, que se aposentou em 2009 e chegou a abrir uma academia de goleiros na Espanha, além de ter virado comentarista esportivo.
Texto originalmente publicado em 07/09/2011.
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