Clubes querem diminuir fatia da Globo no dinheiro do pay-per-view

Fonte ESPN
1 de Dezembro de 2015
Foi adiada pela segunda vez a nova rodada de conversas entre a Rede Globo e os clubes que estava marcada para acontecer nesta terça-feira, em São Paulo, e discutiria mudanças no pay-per-view. Entre os diversos assuntos na mesa, os cartolas pressionam a emissora a aumentar o repasse do dinheiro arrecadado com a venda de pacotes e, assim, abrir mão de parte de sua receita.
Segundo dirigentes escutados pela reporagem confirmaram, a divisão hoje é da seguinte forma:
1/3 de toda a verba é repassada aos times enquanto que os outros 2/3 entram nos cofres da detentora dos direitos do Brasileiro.
Na última temporada, a Globo assegurou aos dirigentes o valor mínimo de R$ 350 milhões a ser rateado entre eles de acordo com ranking feito a partir de pesquisa realizada pelo Ibope em conjunto com a DataFolha. Ela é obrigada contratualmente a complementá-lo se a meta não for atingida. Esse montante cresce a cada ano e será de R$ 500 milhões em 2016.
A insatisfação, ainda assim, existe. As equipes pedem uma revisão nos percentuais que cabem a cada uma das partes.
"Mais do que mudar os critérios, queremos também um aumento das fatias. A divisão atual é de mais de cinco anos atrás e está ultrapassada. Não posso falar com exatidão, mas é cerca de 32%, um pouco mais, um pouco menos. Basicamente, 1/3 de tudo que entra", explicou o presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, ao ESPN.com.br, ao fim de reunião na CBF, na última sexta-feira.
A Globo contesta, diz que não existe mais dinheiro na mesa e afirma que tem de tirar da sua própria margem de lucro para pagar aos clubes. Ela culpa, sobretudo, o Governo e os descontos com os impostos e também as operadoras.
Substituto de Marcelo Campos Pinto, o novo executivo de Esportes da emissora, Pedro Garcia, é o responsável por conduzir essa conversa. Ele deve voltar a se sentar com os times no próximo dia 8 de dezembro.
Ao todo, 18 equipes contam hoje com contrato com até 2018: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Inter, Atlético-MG, Cruzeiro, Coritiba, Atlético-PR, Goiás, Bahia, Vitória e Sport.
Elas foram procurados recentemente para prorrogá-los até 2020. Até aqui, a maioria não aceitou.
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