[SPFC.Net] Bourgeois explica motivos da crise do São Paulo fora de campo
Fonte SPFC.Net
16 de Novembro de 2015
Com o moral de quem conviveu mais de seis meses dentro do São Paulo, como CEO, Alex Bourgeois tem muito a falar sobre o clube. Mas a maioria dos comentários do dirigente, entrevistado com exclusividade pelo SPFC.Net, não são muito positivos.
“O grande problema no São Paulo é que não existe vontade de fazer as coisas certas”, avalia Bourgeois, referindo-se às pessoas que tomam as grandes decisões. E olha que o executivo trabalhou com as duas últimas diretorias. Por quatro meses sob o comando de Carlos Miguel Aidar e mais um mês com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
“E imagino que essa situação deve se aplicar em quase todos os grandes clubes brasileiros. O futebol é tão ou mais difícil do que a política. Isso ficou muito claro para mim durante essa experiência no São Paulo”, justifica Bourgeois, que tem 47 anos, é formado em matemática na Suíça e fez carreira como executivo em bancos dos Estados Unidos.
“Os dirigentes de futebol só agem como agem em relação a gastar o dinheiro porque não sai do bolso dele. Funciona assim: em algum momento, o São Paulo teve de gastar dinheiro, e o fez sem preocupação com a consequência. Aí, entende-se que pode continuar assim. Mas não dá. Fui contra, por exemplo, a ideia de comprar o Pato do Corinthians”, explica.
Bourgeois chegou ao Morumbi por indicação de Abílio Diniz. Apesar do padrinho de peso, ele colecionou desafetos. O primeiro foi o próprio Carlos Miguel Aidar, que o demitiu em setembro. A partir daí, ele passou a trabalhar para ajudar conselheiros e outros diretores a forçar o presidente a renunciar.
Depois, de volta ao cargo de CEO, arrumou confusão com Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol e pivô da saída de Aidar. “O Ataíde passou a me perseguir politicamente depois que eu vetei a compra do Dória por 6 milhões de euros, com direito a uma comissão de R$ 4 milhões. Ele começou a dizer que eu vazava tudo.”
“O grande problema no São Paulo é que não existe vontade de fazer as coisas certas”, avalia Bourgeois, referindo-se às pessoas que tomam as grandes decisões. E olha que o executivo trabalhou com as duas últimas diretorias. Por quatro meses sob o comando de Carlos Miguel Aidar e mais um mês com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
“E imagino que essa situação deve se aplicar em quase todos os grandes clubes brasileiros. O futebol é tão ou mais difícil do que a política. Isso ficou muito claro para mim durante essa experiência no São Paulo”, justifica Bourgeois, que tem 47 anos, é formado em matemática na Suíça e fez carreira como executivo em bancos dos Estados Unidos.
“Os dirigentes de futebol só agem como agem em relação a gastar o dinheiro porque não sai do bolso dele. Funciona assim: em algum momento, o São Paulo teve de gastar dinheiro, e o fez sem preocupação com a consequência. Aí, entende-se que pode continuar assim. Mas não dá. Fui contra, por exemplo, a ideia de comprar o Pato do Corinthians”, explica.
Bourgeois chegou ao Morumbi por indicação de Abílio Diniz. Apesar do padrinho de peso, ele colecionou desafetos. O primeiro foi o próprio Carlos Miguel Aidar, que o demitiu em setembro. A partir daí, ele passou a trabalhar para ajudar conselheiros e outros diretores a forçar o presidente a renunciar.
Depois, de volta ao cargo de CEO, arrumou confusão com Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol e pivô da saída de Aidar. “O Ataíde passou a me perseguir politicamente depois que eu vetei a compra do Dória por 6 milhões de euros, com direito a uma comissão de R$ 4 milhões. Ele começou a dizer que eu vazava tudo.”
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