O diretor de Marketing do São Paulo, Vinicius Pinotti, esteve presente no programa Opinião Tricolor quinta-feira passada. A edição também teve breve participação da administradora do SPFC.Net, Layla Reis, que pôde fazer algumas perguntas dos torcedores enviadas através do site ao dirigente.
Perguntas sobre futebol e polêmicas sobre a gestão passada foram poupadas. Vinicius afirma que Aidar é página virada na história do SPFC e que falar menos do assunto na mídia ou externar assuntos ainda em resolução atrasará o retorno da credibilidade do tricolor. Pinotti prefere falar apenas sobre sua área específica, o Marketing, e olhar para o futuro do SPFC que necessitará de muita luta.
O que podemos esperar de patrocínio para 2016?
Pinotti: As pessoas que estão no clube sabem o quanto eu estou batalhando nisso todos os dias. O SPFC precisa resgatar a credibilidade que perdeu, precisa passar uma mensagem para o mercado diferente da que tem passado. Não estou entrando em politica para falar disso, mas conceitualmente o SPFC precisa mudar sua mensagem. A gente já está fazendo um trabalho diferente no Marketing de customização de proposta dependendo da necessidade do parceiro/cliente. Eu preciso entender qual a entrega que o parceiro está querendo para descobrir como o São Paulo pode entregá-la. Mas agora vamos lutando por outras fontes de receitas também. Eu tenho uma plena confiança que nós iremos trazer uma boa empresa pro clube. Mas não é do dia pra noite.
Sobre a marca do SPFC e valores de patrocínio.
Pinotti: Ninguém está pedindo absurdos pela camisa mas também não vamos rifar a marca SPFC. Nós não vamos poluir a nossa camisa, o olhar do consumidor perde o foco e isso não seria legal para o patrocinador master. Nós estamos tentando também patrocínios pontuais, já baixamos o valor o máximo que deu mas não iremos entregar a camisa do SPFC.
Como foi o convite de retorno à diretoria após entregar o cargo na Gestão Aidar?
Pinotti: O convite de volta eu fiquei muito lisonjeado. Foi um reconhecimento de tudo o que eu vinha fazendo internamente no clube seja situação ou oposição.
Como foi feita a contratação do Centurion?
Pinotti: Eu não escolhi o Centurion pra vir jogar no SPFC. Eu apenas disponibilizei o dinheiro para o investimento. O Centurion foi prospectado pela diretoria de futebol do São Paulo. Eles me apresentaram o projeto de um argentino, campeão pelo Racing, que tinha potencial e me ofereceram um programa para investimento. E eu ajudei o SPFC a trazê-lo, apenas isso. Eu não ganharei dinheiro nessa transação, fiz um empréstimo que será devolvido à longo prazo mas o lucro inteiro de valorização será do SPFC.
Após o investimento em Centurion, nas condições atuais do clube, você faria outro investimento?
Pinotti: Não, primeiro o São Paulo precisa resolver seus problemas financeiros, precisa atuar na causa de seus problemas. É uma causa de operação que gera um prejuízo mensal e a nova gestão está comprometida com isso. Primeiro temos que olhar para a divida, renegociar, alongar, refazer a estrutura ou uma renegociação diferente. Se eu fizesse qualquer aporte ao SPFC hoje iria de encontro com o que eu acho que é certo para a situação do financeira do clube. Se eu tenho que ajudar o São Paulo, não posso trazer mais dívida a ele neste momento.
Tem algum planejamento para dar um "UP" nos produtos do tricolor?
Pinotti: Tenho planos de melhorar muito o licenciamento de produtos do SPFC. Reconheço que precisamos modernizar e trabalharei nessas linhas.
Vinicius, você disse na Rádio 97 que confiava no Aidar e que se não confiasse jamais teria feito investimento financeiro no Centurion. Depois de tudo, ainda confia?
Pinotti: Não, não confio. Fiz parte da investigação interna em sua gestão inclusive.
Vinicius, o que você acha de ações como "quiosque sócio-torcedor"? Por exemplo, quiosques em shoppings ou locais públicos em que ficam atendentes e as pessoas podem ir publicamente se cadastrar nos planos e até tirar duvidas, etc.
Pinotti: O ideal é que o processo seja virtual porque é mais barato, mais eficiente e traz mais controle e segurança. Por questões de custo e controle, é melhor que todo o processo seja virtual mesmo.
Vinicius, foi pensada a possibilidade do cartão de Sócio Torcedor se transformar em um cartão de crédito/débito em parceria com algum banco?
Pinotti: Está em estudo um cartão de débito pré-pago que englobará tudo. Quero dizer que será para sócios torcedores e não sócios também.
Vc cobrará o dinheiro do Centurion do SPFC quando?
Pinotti: Eu tenho um contrato de empréstimo com o clube e dei um longo prazo para o clube pagar. Receberei de volta mas nunca colocarei o clube na justiça.
Entre os 2 candidatos, qual prefere?
Pinotti: Leco, ele é o meu presidente.
Pensa em alguma ação pra ajudar a devolver a credibilidade do SPFC?
Pinotti: A credibilidade do SPFC voltará com o tempo e com boas práticas e, trabalho. O mercado sozinho enxergará isso.
Irá prosseguir com o projeto da calçada da fama que foi aprovado no Conselho e que inclui uma empresa que custeará todo o procedimento sem que haja necessidade de envolvimento financeiro do SPFC?
Pinotti: Sei que existe a empresa, sei que não terá custo ao SPFC, mas os acontecimentos políticos travaram o clube por enquanto e agora voltaremos a retomar todos os assuntos e este é um deles. Também tem um aspecto importante nesse projeto que é definir o local da calçada da fama em função de uma possível modernização do Morumbi.
Agradecimentos ao programa Opinião Tricolor, ao Carlos Port, ao Daniel Augusto e à Ana Paula Sauma pela participação no programa.
Layla Reis
Vínicius Pinotti responde aos torcedores do SPFC.Net no #OpiniãoTricolor - por Layla Reis
Fonte SPFC.Net
25 de Outubro de 2015
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