A contratação de Doriva foi o último ato de Carlos Miguel Aidar. Antes de renunciar, o presidente fechou com o técnico como uma forma de dar uma resposta rápida à saída de Juan Carlos Osorio. A questão é que, como qualquer um que observa o clube pode perceber, o perfil de trabalho dos dois profissionais é muito diferente. E os novos gestores são-paulinos acreditam que o tricolor paulista precisa de alguém mais parecido com Osorio que com Doriva.
O contrato do técnico com o clube vai até o final de 2016, mas não há multa rescisória. Ou seja, na prática, se tratando de futebol brasileiro, o vínculo atual do treinador vale muito, mas muito pouco. Por isso a conquista da Copa do Brasil torna-se tão importante para Doriva. Uma classificação para a Libertadores faria com que a direção recuasse e apostasse na manutenção do trabalho para a próxima temporada.
Já a classificação via Brasileirão, por mais que o G-4 ainda esteja muito próximo, é considerada improvável. Os cinco pontos perdidos nas primeiras partidas de Doriva, combinados com uma tabela extremamente complicada - que reserva confronto contra os líderes Corinthians e Atlético-MG, por exemplo - e uma concorrência numerosa fazem com que poucos no Morumbi acreditem no time chegando entre os quatro primeiros.
O fato é que, apesar de ter chegado há poucos dias, Doriva deve começar a definir se terá chance de permanecer em 2016. A decisão começa nesta quarta-feira, às 22h, no Morumbi.
Contratação de Doriva foi feito sem nenhum critério por Aidar.Apenas para não seguir conselho de Osório que sugeriu permanência de M.Cruz.
— Marcello Lima (@MarcelloLimaBR) 18 outubro 2015