Aos poucos, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vai formando sua diretoria, já que deve ser candidato único na eleição para presidente do São Paulo. Nesta segunda-feira, será oficializada a volta do Alexandre Bourgeois, CEO que foi demitido por Carlos Miguel Aidar em setembro. Bourgeois ocupará o mesmo cargo, uma condição para seu retorno.
Neste domingo, o profissional executivo esteve no Morumbi e assistiu ao empate do São Paulo por 2 a 2 contra o Vasco. E já nesta segunda deve começar seu trabalho, cujo principal objetivo é aliviar a crise financeira do clube, avaliada na casa dos R$ 300 milhões. Para isso, Bourgeois tem elaborado um plano de gestão profissional que diminui a autonomia de dirigentes estatutários e privilegia a ação de executivos.
Com a volta de Bourgeois, a tendência é que Paulo Ricardo de Oliveira, que foi contratado por Aidar para ocupar o cargo de CEO, seja demitido. Paulo era presidente da Penalty e se afastou para administrar o São Paulo.
Quem também deve voltar ao Tricolor nos próximos dias é José Francisco Manssur. Assessor do ex-presidente Juvenal Juvêncio, Manssur é cotado para a diretoria de comunicação. Desde que Leco tornou-se presidente com a renúncia de Aidar, o advogado já tem prestado serviços de apoio e, como conselheiro eleito, um dos mais votados nas eleições de abril do ano passado, já tem possibilidade de assumir um cargo desse porte.
Leco, que convocou a eleição em que deve ser candidato único para o próximo dia 27, também já convidou Gustavo Oliveira para voltar ao futebol, promoveu o retorno de Ataíde Gil Guerreiro à vice-presidência do departamento e ainda estuda outros nomes para compor a diretoria que foi totalmente destituída antes da saída de Aidar.
ALGOZES DE AIDAR
Alexandre Bourgeois e José Francisco Manssur têm em comum a forte oposição a Carlos Miguel Aidar, nos últimos meses do mandato do ex-presidente. Bourgeois, após ser demitido com apenas três meses de trabalho, foi um dos articuladores da queda do ex-mandatário. Já Manssur foi um dos maiores críticos dos negócios feitos pela gestão Aidar que terminaram se caracterizando como escândalo após as denúncias de Ataíde Gil Guerreiro. Manssur, em reuniões do Conselho Deliberativo, sempre questionou o contrato da Under Armour, que prevê comissão de R$ 18 milhões para a empresa Far East, sediada em um paraíso fiscal na China.
Aidar demitiu Bourgeois alegando que o profissional vazava informações e fez política ao se reunir com Leco durante a crise no Morumbi. Também disse que o executivo não teve êxito na implantação de seu plano de gestão e nas negociações com bancos. Bourgeois rebateu todas as acusações. Já sobre Manssur, Aidar e seus pares acusavam o conselheiro de ser um representante de Juvenal, que virou oposição após ser destituído do cargo de diretor da base.
Além do CEO demitido por Aidar, José Francisco Manssur volta nesta segunda-feira
Fonte LANCE!Net
18 de Outubro de 2015
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