Leco terá mais trabalho no caminho
As eleições presidenciais do São Paulo, no próximo dia 27, não terão mais somente um candidato. Mas ainda que o pleito deva apresentar equilíbrio surpreendente entre Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e Paulo Amaral, a promessa é de uma disputa mais discreta e respeitosa do que os últimos episódios políticos do clube.
Os envolvidos na corrida eleitoral, ainda que com razões distintas, parecem concordar que o ditado “roupa suja se lava em casa” seja levado a sério nos bastidores. Do processo de investigação contra Carlos Miguel Aidar à campanha política, a ideia é que eventuais tumultos e discussões aconteçam e permaneçam no Morumbi, sem a exposição dos meses anteriores.
Rogério Ceni, que na última sexta-feira comandou o lançamento do inédito terceiro uniforme do clube, alusivo a seus 25 anos de carreira, novamente cobrou mais discrição dos cartolas são-paulinos. Tanto é que foi breve ao demonstrar apoio a Leco e, apesar da ironia, econômico ao comentar a candidatura do desafeto Paulo Amaral pela oposição.
O entrevero entre os dois em 2001, inclusive, deve ser uma das armas silenciosas de Leco e seus pares contra os oposicionistas e como lobby com a torcida. Do outro lado, o contra-ataque à base do sentimentalismo envolverá o fato de que membros da chapa, como José Eduardo Mesquita Pimenta, Fernando Casal de Rey e Kalef João Francisco, participaram do bicampeonato mundial nos anos 1990.
O que era para ser uma eleição por aclamação acabou se desenhando uma disputa que tem tudo para ser tão acirrada quando 15 anos atrás, quando Amaral bateu Leco por apenas cinco votos. Internamente, o presidente em exercício tem sido criticado pela falta de tato político para compor uma aliança com os demais grupos políticos do clube. O oposicionista, por sua vez, vem trabalhando com mais habilidade nos bastidores e chega forte ao pleito.
Paulo Amaral ganha força e Leco vê cobrança por mais ''tato'' na corrida
Depois de vitória por aclamação ser cogitada, disputa eleitoral no São Paulo ganha mais emoção e chapas adversárias podem apelar até mesmo pelo sentimentalismo
Fonte LANCE!Net
17 de Outubro de 2015
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