Carlos Augusto de Barros e Silva, presidente interino do São Paulo, concede entrevista no clube
Em sua primeira entrevista como presidente interino, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, prometeu que não jogará para debaixo do tapete as denúncias contra o ex-mandatário Carlos Miguel Aidar, que renunciou na última terça (13), diante de acusações de desvio de dinheiro do clube em negociações de jogadores e outros contratos.
O dirigente, que concorrerá na eleição para permanecer no cargo até abril de 2017, afirmou, no entanto, que será o Conselho Deliberativo, com ajuda dos demais órgãos do Morumbi, que dará início ao processo de investigação dos atos da gestão anterior.
Barros e Silva teve acesso à gravação feita pelo vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, que comprovaria as ações irregulares cometidas pelo antecessor.
Ele afirmou não ter ouvido todo o áudio, mas contou a amigos próximos que a parte que ouviu é "grave".
Mesmo assim, Barros e Silva disse que não fará pedido para que o vice de futebol mande o áudio ao Conselho.
"Eu não vou pedir nada. Quem tem de pedir é o presidente do Conselho. Não sou eu", afirmou. Enquanto a nova eleição não acontece –foi marcada inicialmente para o dia 27 de outubro–, ele acumula os cargos de presidente do clube e do Conselho Deliberativo, onde esteve desde o início da gestão de Aidar.
"Temos uma eleição logo e esse é o primeiro ponto que temos que cumprir. Quando tudo estiver de novo estabelecido, o novo presidente do Conselho será o responsável por tocar isso [a decisão sobre a gravação]. Não é uma coisa que depende de mim".
Os grupos de oposição pressionam o novo presidente para que todas as denúncias sejam investigadas.
Como mostrou a Folha, a renúncia de Aidar foi consequência de uma negociação, na qual a atual diretoria prometeu não apurar a fundo as denúncias.
Barros e Silva negou que tenha havido um acordo com Aidar.
"Eu garanto [que haverá investigação]. (...) Claro que, no decorrer dos acontecimentos, no calor da emoção, alguns procedimentos acontecem de forma a permitir a ideia de que o clube acobertará situações, mas eu asseguro que não. Não tem nada de acordão", disse.
Presidente do São Paulo não pedirá gravação que indicaria desvios
Fonte Folha de S. Paulo
16 de Outubro de 2015
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