O ponta Lucarelli, jogador do Taubaté/São Paulo, em ação pelo Campeonato Paulista
Novidades nesta temporada, o time masculino de vôlei e a equipe feminina de futebol do São Paulo vão ter as atividades encerradas por falta de dinheiro ou, como o próprio presidente afirma, pela falta de credibilidade do clube neste momento para conseguir patrocinadores que banquem as modalidades.
O time de futebol feminino, que treinava e jogava quase sempre em Barueri, já teve as atividades interrompidas. Isso ocorreu logo após a final do Campeonato Paulista, em 6 de setembro, quando perdeu a taça para o São José numa goleada de 6 a 1.
A equipe de futebol até disputaria o Campeonato Brasileiro, mas a falta de patrocinadores fez o clube desistir da modalidade. Quem bancava o projeto, a empresa Capes, desistiu.
O futebol feminino tinha um orçamento de R$ 2 milhões por ano.
Já a equipe masculina de vôlei continua ativa, mas já tem os dias contados. Fruto de uma união com o Taubaté, em projeto anunciado no fim de abril, a equipe já levantou dois troféus (Copa São Paulo e Jogos Regionais) e disputaria uma vaga na semifinal do Campeonato Paulista na noite de quinta.
O São Paulo avisou ao Taubaté que a parceria será encerrada assim que a equipe concluir a campanha no Estadual e antes da disputa da Supercopa de vôlei e da Superliga.
O vôlei também tinha orçamento em torno de R$ 2 milhões anuais e tinha 20% das despesas bancadas pela Capes, empresa trazida pelo São Paulo durante o acordo de parceria com o Taubaté.
"O momento é difícil. Perdemos um patrocinador e o São Paulo não tem como bancar. Por isso vamos antecipar o fim da parceria, que deveria durar um ano", disse Celso Nardi, diretor de vôlei tricolor, ao ESPN.com.br.
O cartola também afirmou que o São Paulo tem encontrado dificuldades para conseguir patrocinadores. Outras pessoas que falaram com a reportagem admitiram que o clube perdeu a credibilidade para fechar contratos após denúncias de que o ex-presidente Carlos Miguel Aidar negociava comissões ao fechar contratos com patrocinadores. A acusação foi feita por Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol, em e-mail enviado para a Aidar.
"Que (a situação política) certamente causou traumas, problemas e instabilidade, é óbvio. [...] Mas claro que a divulgação das coisas, a revelação de problemas e tudo isso acabam criando de certa forma um clima de intranquilidade, que infelizmente aconteceu agora", disse Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que assumiu a presidência tricolor com a saída de Aidar, em coletiva na quinta, no Morumbi.
"[A falta de credibilidade] Se não é o grande problema que estamos enfrentando, é um dos [problemas]. [...] Temos toda a condição, a história e a tradição, a força dessa gente, a massa que ama esse clube, e certamente vamos virar esse jogo", completou, sobre o mesmo tema.
Outra modalidade que está ameaçada é o futebol de sete, esta não olímpica. Apesar de o orçamento ser considerado baixo (R$ 200 mil anuais), a diretoria pensa em interromper as atividades logo após a equipe concluir a disputa do Paulista.
Futsal deve continuar
Com uma campanha histórica na disputa das quartas de final da Liga Futsal, o São Paulo pretende fazer um esforço para manter a equipe de futsal.
O orçamento é inferior ao da equipe feminina de futebol e do time masculino de vôlei, com gastos em torno de R$ 700 mil anuais, e três patrocinadores bancam a equipe, que ainda tem apoio a prefeitura de São Bernardo do Campo.
"O time de futsal animou nossos patrocinadores e por isso é difícil imaginar que ele deixe de existir. A campanha é boa, os jogos são transmitidos e temos muito incentivo", disse Fernando Bracalle, ex-diretor de esportes amadores do São Paulo, que renunciou no último dia 6.
Sem dinheiro, São Paulo vai extinguir modalidades olímpicas
Fonte ESPN
16 de Outubro de 2015
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