Para torcedores e membros mais jovens do Conselho Deliberativo, a única solução para que que politicagens sejam dizimadas do São Paulo é a renovação do órgão. Mais forte, porém, é a constatação de que reciclar o grupo de notáveis é tarefa praticamente impossível. A falta de fé por mudanças pode ser explicada pelo apego ao poder e ao status dentro do clube.
Enquanto a regra for “ser” conselheiro, e não “estar”, sempre haverá caminho livre para acordões, benesses e trocas de favores. O sistema de conselheiros, embora não seja fixo, traz acomodação, conformismo e comodismo. Prioriza a busca por favores individuais, por cargos na diretoria, mesmo que em detrimento de ideais políticos.
E diante desta máquina viciada, o são-paulino não consegue sorrir com tanta empolgação após a renúncia de Carlos Miguel Aidar e a queda de seus pares. As lacunas, aos poucos e salvas raras exceções, serão preenchidas por nomes batidos, que outrora foram questionados e considerados os vilões.
Renovação no quadro político é improvável
Fonte Por Dentro Do Tricolor
15 de Outubro de 2015
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