Foto: PIERVI FONSECA/AGIF/GAZETA PRESS
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, falará pela primeira vez como presidente do São Paulo, nesta quinta-feira, às 12h, no Morumbi. Interino no cargo, o mandatário vai atender a imprensa e, segundo pessoas próximas a ele, anunciar a data da nova eleição.
Segundo o ESPN.com.br apurou, o presidente interino pretende agendar o novo pleito ainda para outubro (ele tem até 12 de novembro como limite). Há dois motivos: a cobrança interna com pedidos que vão desde a abertura de uma auditoria no clube até a expulsão de Aidar e o clima de incerteza e medo entre os funcionários.
Com a nova eleição, o candidato que ganhar poderá recompor a diretoria da forma que quiser. Leco, que além de presidente interino acumula o cargo de presidente do conselho deliberativo, pretende concorrer e ficar no comando até abril de 2017.
COBRANÇAS
Há menos de dois dias no cargo, Leco tem sido cobrado para fazer uma auditoria no São Paulo e investigar os passos do antecessor Carlos Miguel Aidar, que renunciou no dia 6 em meio a acusações de corrupção feitas por Ataíde Gil Guerreiro, vice de futebol.
Alguns conselheiros querem a expulsão de Aidar do clube.
Leco ainda não anunciou quais medidas pretende tomar em relação a Aidar. Mas já decidiu não nomear seus vices nem diretores até a eleição. Ele gostaria de esperar o pleito para deixar o futuro presidente tomar as decisões que terão forte impacto político no Morumbi.
O empresário Abílio Diniz, membro do conselho consultivo tricolor, tem apoiado Leco, mas é a favor de uma auditoria para que todos já tenham conhecimento dos problemas financeiros do tricolor.
O São Paulo tem uma dívida superior a R$ 270 milhões. Segundo a reportagem apurou, há uma previsão de que até o fim do ano ela tenha aumentado mais R$ 130 milhões.
Não é apenas o lado financeiro que está em foco.
Abílio Diniz também é a favor da adoção de um projeto de profissionalização com a contratação de profissionais de mercado para ocupar os departamentos chave do clube (jurídico, financeiro, social etc.). Um projeto nessa linha foi proposto pelo ex-CEO Alexandre Bourgeois, demitido no início de setembro.
O empresário está convencido de que somente um plano ousado como esse pode recolocar o São Paulo no caminho certo e corrigir os erros administrativos.
Quando o projeto foi apresentado, Leco havia se mostrado favorável. Mas o tema não agrada todas as alas no Morumbi e seria necessário debatê-lo.
MEDO E INCERTEZA
Há outro problema para ser administrado por Leco. Alguns funcionários do São Paulo relataram ao ESPN.com.br que estão temerosos com o próprio futuro.
Desde o dia 6 todos os vice-presidentes (que são conselheiros eleitos e sem remuneração) entregaram os cargos deixando o comando de seus departamentos para os gerentes, que são contratados. Mas os gerentes não têm certeza sobre o futuro.
Os funcionários estão na expectativa para saber quais rumos o São Paulo terá nos próximos dias, quando devem ser as novas eleições e quem vai concorrer. Ao se despedir, Aidar encaminhou apenas um e-mail, sem muitas explicações.
Com pouco tempo no cargo (assumiu no fim da tarde de terça), Leco não teve tempo de visitar a maioria dos departamentos. Algo que pretende fazer nos próximos dias.
A exceção neste cenário é o departamento de futebol.
Leco convidou Ataíde Gil Guerreiro para retornar ao cargo do qual havia sido demitido no último dia 6 de outubro. Gil Guerreiro ainda contou com a volta de Rubens Moreno, diretor de futebol que havia se demitido. Os outros funcionários continuaram.
Cobranças e clima de medo no Morumbi fazem Leco antecipar eleições no São Paulo
Fonte ESPN
15 de Outubro de 2015
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