Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente interino do São Paulo e pré-candidato a assumir o cargo definitivamente, sofre pressão de conselheiros de diferentes correntes para deixar de fora de seus planos cartolas que trabalhavam com Carlos Miguel Aidar.
Nesta quarta, um dia após a renúncia de seu antecessor, ele já ouviu de membros do Conselho Deliberativo de pelo menos três grupos diferentes que os eleitores condicionam o apoio a um banimento dos cartolas que estavam com Aidar.
Leco tem 30 dias para marcar a eleição que vai definir quem completará o mandato de Carlos Miguel até abril de 2017. A tendência é que ele não forme uma nova diretoria durante o período de interinidade. Todos os diretores tinham entregue seus cargos a pedido de Aidar antes da renúncia.
O presidente interino resolveu ocupar apenas os postos no futebol. Reconduziu o vice Ataíde Gil Guerreiro e o diretor Rubens Moreno aos seus cargos com a justificativa de não prejudicar o time. Ele também deve nomear um dirigente para área financeira, pois precisa de alguém para assinar os cheques.
Os conselheiros que querem distância dos diretores de Aidar e apoiam Leco não protestaram contra as duas indicações durante a fase de transição, mas maioria não quer a dupla na chapa para a eleição. De todos que fizeram parte da gestão de Aidar, Ataíde é o principal prejudicado pela imposição. Ele brigou com Carlos Miguel e fez as acusações de desvio de dinheiro que nocautearam o presidente, que já cambaleava. Assim, sobreviveu e aparentemente estava com fôlego para participar de uma nova diretoria.
“Ninguém mais no clube quer numa nova diretoria a presença de quem estava com o Aidar. O clube não pode ficar nas mãos das pessoas que pecaram por omissão ou que fizeram má administração”, afirmou o conselheiro Rodrigo Gaspar. Ele integra um grupo com cera de 11 membros do conselho e que também já disse a Leco que não apoiaria uma chapa com remanescentes da gestão anterior.
“Meu grupo tem 32 conselheiros, para ser eleito são necessários 121 votos. Nós apoiamos o Leco, principalmente porque o que viabilizou a renúncia do Carlos Miguel foi a coerência dele como presidente do Conselho Deliberativo. Mas não ter ninguém que ficou até os 52 minutos do segundo tempo com o Aidar é condição para esse apoio. E o Leco já sabe disso”, disse ao blog Roberto Natel, ex-vice-presidente são-paulino, que abandonou a administração Aidar no começo. Ele não citou o caso específico de Ataíde.
“Ex-diretores assinaram documentos que vão ser investigados. Então, pelo bem das investigações, eles não podem ocupar cargos”, completou Natel.
O presidente interino tem dito aos conselheiros que num eventual novo mandato irá pensar nas ponderações deles e que não definirá diretores antes da eleição.
Aliados de Leco não querem nem Ataíde como diretor após eleição no SPFC
Fonte Blog do Perrone
15 de Outubro de 2015
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