Foto: Zé Carlos Barretta/Folhapress
Após ter atuado como "pacificador" - segundo suas próprias palavras - na crise do Morumbi, Ives Gandra Martins, um dos mais importantes juristas do Brasil e membro do Conselho Deliberativo e Consultivo do São Paulo, acredita na inocência de Carlos Miguel Aidar. Gandra, que é amigo e aliado do ex-presidente do Tricolor, não crê que Aidar, acusado de corrupção em contratos de jogadores com o clube, seja alvo de investigações.
“Ele esteve comigo no escritório na quinta-feira e mostrou que não tinha receio nenhum das investigações, pois sempre agiu com bastante lisura. A impressão que eu tenho é que tudo leva a crer que não houve nada. Não vejo motivo para investigação, não há nada de concreto. Direção de futebol quer a pacificação”, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes. Segundo Gandra, o ex-presidente Juvenal Juvêncio pressionava para que as suspeitas sobre Aidar fossem apuradas.
O conselheiro relatou que familiares e sócios do escritório de advocacia pressionaram Aidar para renunciar ao posto de presidente do São Paulo. "Agora ele vai ter paz para organizar a vida", disse.
Gandra ainda confirmou dois nomes tidos como candidatos nas próximas eleições: o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, conhecido como Leco; e Fernando Casal del Rey, ex-diretor de futebol na conquista do bi mundial e ex-presidente. O primeiro assumiu interinamente o posto de mandatário com a renúncia de Aidar.
Ataíde
Ives também descarta a expulsão de Ataíde Gil Guerreiro pela agressão a Aidar na semana passada, por adotarem a política de pacificação.
“Isso teria que passar pelo conselho deliberativo com 240 conselheiros. Eu não ia ao conselho há muito tempo, mas na última vez que fui, pedi para que houvesse a pacificação entre os dois e senti, conversando com todos os conselheiros, que a grande maioria do conselho quer paz e tranquilidade, para o São Paulo voltar a crescer como era no passado”, completou.
Gandra comemora a "pacificação" do São Paulo, adota discurso ameno ao comentar a situação política do clube e exalta tanto Aidar como Juvenal, ex-aliados e agora desafetos.
"A crise do São Paulo não era de caráter, ou de mau caráter. Era uma crise de personalidade. São personalidades fortes, Juvenal e Carlos Miguel. Ambos foram excelentes presidentes", afirma. "Considero minha missão cumprida. Agora está nas mãos dos mais jovens", completa.
Aidar entregou na tarde de terça a sua carta de renúncia da presidência do São Paulo a Leco, que assume o comando do clube até que convoque novas eleições, que devem acontecer dentro de 30 dias.
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Conselheiro do São Paulo crê na inocência de Aidar
Para Ives Gandra Martins, ex-presidente tricolor sempre agiu com boa-fé. Jurista confirma dois candidatos
Fonte Band
14 de Outubro de 2015
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