Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, é o novo presidente do São Paulo
Com a saída de Carlos Miguel Aidar, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assume a presidência do São Paulo de forma interina, mas já conta com o apoio do grupo do ex-presidente Juvenal Juvêncio e do empresário Abílio Diniz para ficar até abril de 2017.
O período corresponde ao mandato que Aidar cumpriria caso não tivesse renunciado. A saída dele ocorreu após perder aliados políticos, sofrer pressão familiar e em meio a acusações de ter recebido dinheiro em negociações com jogadores e em contratos com patrocinadores.
Para ficar até abril de 2017, no entanto, Leco terá de disputar a eleição que ele mesmo tem de convocar em até 30 dias, como determina o estatuto do clube. Apesar de membros da antiga diretoria apostarem que ele deve ser candidato único, o ambiente é bastante incerto no Morumbi.
Dois nomes são citados nos bastidores como possíveis candidatos: Fernando Casal Del Rey, presidente do clube entre 1994 e 1998, e Eduardo Alfano Vieira, ex-diretor de relações internacionais na gestão Aidar.
O ESPN.com.br apurou que Leco conta com o apoio de nomes fortes no Morumbi, como o grupo do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que tem José Manssur, Roberto Natel e João Paulo de Jesus Lopes, além do empresário Abílio Diniz.
Manssur foi assessor especial da presidência no último mandato de Juvêncio, enquanto Natel ocupou o cargo de vice-presidente social e Jesus Lopes foi vice-presidente de futebol.
Os dois primeiros cartolas têm possibilidade de participar da diretoria de Leco. Já Jesus Lopes retorna ao dia a dia do clube após ficar afastado no último ano.
Já o apoio de Abílio Diniz pode ter um peso ainda maior. Membro do Conselho Consultivo (formado por ex-presidentes e torcedores notáveis), o empresário é respeitado dentro do clube. Foi crítico da gestão de Aidar e, segundo pessoas próximas dele, vê com bons olhos a presença de Leco.
Abílio Diniz também é o maior incentivador de um processo de profissionalização do São Paulo. Chegou a indicar Alexandre Bourgeois para ser o CEO do clube e conduzir o trabalho, mas Bourgeois foi demitido após três meses no cargo.
O projeto de profissionalização proposto por ele foi descartado e um novo CEO foi contratado por Aidar. Foi Paulo Ricardo de Oliveira, ex-Penalty.
Leco ainda tem apoio do grupo político de Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol de Aidar e pivô do fim do mandato do cartola. Gil Guerreiro é amigo de Leco.
Fora de cena
A volta de conselheiros aliados de Juvenal Juvêncio coincide com a saída de cena de alguns membros da diretoria de Aidar.
Muitos conselheiros que ocuparam cargos na diretoria de Aidar estão com a imagem desgastada dentro do Morumbi, segundo aliados políticos.
Um dos nomes que deve se afastar neste momento é Julio Casares. Vice-presidente geral do clube até terça-feira passada, ele estava presente desde a gestão de Marcelo Portugal Gouvêia, em 2002.
Quem também sai com a imagem desgastada é Douglas Schwartzmann, ex-vice de comunicação e marketing do São Paulo.
Leco assume presidência do São Paulo com grupo de Juvenal e apoio de Abílio Diniz
Fonte ESPN
13 de Outubro de 2015
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