FOTO: Eduardo Viana
Carlos Miguel Aidar, enfim, entregou a carta que oficializou sua renúncia da presidência do São Paulo. O documento chegou nesta terça-feira às mãos do chefe do Conselho Deliberativo do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, em ato que torna o cartola apelidado de Leco presidente do Tricolor por ao menos 30 dias (pode ser candidato único e aclamado nas novas eleições) e o deixa com sentimento íntimo de revanche.
Há cerca de dois anos, o então braço direito de Juvenal Juvêncio viu o ex-presidente escolher Aidar como seu candidato a sucessor nas eleições que seriam realizadas em abril de 2014. A decisão fez com que a relação até então estreita fosse rompida e que nascessem as primeiras desavenças com Aidar. Na época, Leco já reclamava do fato de o concorrente ter passado 23 anos longe do Morumbi e considerou a escolha de Juvenal um retrocesso para o clube.
Meses depois, não ter o apoio de Leco poderia atrapalhar as pretensões de Juvenal e Aidar. A solução foi burlar acordo com a oposição de manter José Carlos Ferreira Alves na presidência do Conselho Deliberativo e lançar justamente Leco como candidato. Uma espécie de prêmio de consolação com segundas intenções, celebrado à época.
Leco dizia estar honrado em ajudar Aidar a “aumentar o brilho” do clube, enquanto o inimigo velado fazia comparação empolgada à parceria: “A gente joga junto, é um time. Um toca para o outro, faz a tabelinha e faz o gol. É igual Pelé e Coutinho”.
O tempo passou e, após a cisão entre Aidar e Juvenal, não foram poucas as vezes em que aliados do presidente reclamaram de Leco, como se tivessem esquecido do fim das relações da dupla em 2013. O estopim aconteceu em setembro deste ano. Aidar demitiu o CEO Alexandre Bourgeois por suposta traição provocada por um encontro fora do Morumbi com Leco, a quem se referiu como “frustrado” por ter sido preterido nas eleições do ano passado.
O destino, no entanto, fez com que a frustração acabasse mudando de lado. O favorito de Juvenal, que admite amargará arrependimento até o momento da queda de Aidar, esteve na presidência por 18 meses. O período é o mesmo que Leco terá pela frente caso confirme a intenção de se candidatar nas novas eleições, que serão convocadas por ele próprio assim que a renúncia for registrada.
Em linhas tortas devido ao recuo em aceitar a presidência do Conselho em 2014, Leco celebra estar tão perto de seu sonho. A cautela ainda reina, devido aos 30 dias necessários até as novas eleições serem realizadas, mas a presidência - a oficial - é cada vez mais concreta.
De preterido a presidente, o caminho de Leco até a sucessão a Aidar
Carlos Augusto de Barros e Silva rompeu relações com Juvenal após vê-lo escolher Aidar como candidato nas eleições de 2014, mas viu agora assume a preisência do São Paulo
Fonte LANCE!Net
13 de Outubro de 2015
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