FOTO: FRANCISCO DE LAURENTIIS/ESPN.COM.BR
O São Paulo não parece disposto a varrer nenhuma sujeira de Carlos Miguel Aidar para baixo do tapete. Pelo menos é o que garante o conselheiro João Paulo de Jesus Lopes. Em participação no Bate-Bola, ele garantiu que o estatuto do clube tem instrumentos para punir os envolvidos em qualquer escândalo que seja comprovado e ainda cogitou que o presidente poderia ter problemas com a justiça dos Estados Unidos se irregularidades forem comprovadas no contrato com a fornecedora de uniformes, a Under Armour.
"Pela legislação brasileira, se uma pessoa recebe propina só dá cadeia se for em uma entidade pública. Se for em uma empresa privada, os acionistas da entidade é que tem que processar para recuperar o prejuízo. Mas a Under Armour é uma empresa americana. Se for constado que houve algum tipo de problema, pode haver desdobramentos do tipo desses que as pessoas evitam de viajar, que tem gente presa. Esse tipo de coisa nos EUA é grave", disse.
É importante ressaltar que o próprio Jesus Lopes confirma que ainda não ouviu a gravação que Ataíde Gil Guerreiro diz ter. Mesmo assim, revela que a pressão entre os conselheiro foi grande para a renúncia de Aidar e garante que as investigações no clube vão ocorrer, mesmo que com bastante discrição.
"O estatuto do São Paulo tem instrumentos para que essas coisas sejam apuradas. A minha convicção é que nada será escondido debaixo do tapete. Mas acho que isso deve ser tratado internamente. Deve haver uma transparência, mas algumas coisas tem que ser tratadas internamente", disse. "E de repente seja do próprio interesse do Aidar que as coisas sejam esclarecidas", completou.
O conselheiro ainda fez questão de tentar apontar pontos positivos na crise política do São Paulo. Para ele, a união no conselho e a possiblidade de realizar mudanças podem ser importantes para o clube.
"Após a geada vem a florada. Essas experiência sempre trazem coisas positivas. É óbvio que o São Paulo vai tomar providências, criará mecanismos. Algumas áreas do clube precisam ser melhor restruturadas. Nós não temos auditoria interna, por exemplo, e isso é inadmissível. Acho que o excesso de diretoria gera dificuldades de controle. Também acho que podemos cortar vice-presidentes. O clube precisa só de dois: um de futebol, que substitui o diretor, e um social. Acho que seria uma grande economia para o clube. E a redução gera transparência", disse.
O cargo de presidente são-paulino deve ficar aberto na próxima terça-feira, com a renúncia que o próprio Carlos Miguel Aidar anunciou que acontecerá. Ele vem enfrentando uma pressão quase insustentável nesta semana desde que teria sido agredido na última segunda-feira por Ataíde Gil Guerreiro, agora ex-vice de futebol tricolor. Ataíde acusa Aidar de receber comissão pela venda de jogadores e garante ter provas disso.
Presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, deve assumir interinamente o cargo e convocar novas eleições.
Jesus Lopes cogita ''problema daqueles que as pessoas evitam de viajar'' para Aidar
Fonte ESPN
12 de Outubro de 2015
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