Leco (foto) disse que denúncias contra Aidar são graves (Foto: saopaulofc.net)
Carlos Augusto Barros e Silva, conhecido como Leco, assumirá a presidência do clube caso a renúncia de Carlos Miguel Aidar, atual mandatário, seja confirmada nesta terça-feira (13). Para o atual líder do Conselho Deliberativo do Tricolor, sua maior missão será a de “pacificar” o momento vivido nos bastidores do Morumbi.
“Vou ter de tomar uma série de medidas de pacificação e acomodação, para transmitir tranquilidade a todos os seguimentos do clube. Vejo (a renúncia) como um fato triste. É uma pena que tenha chegado a esse ponto. Nunca vi uma situação como essa”, disse, em entrevista ao “Globoesporte”, antes de confirmar que a gravação feita pelo ex-vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, um dos motivos que pode ter levado à renúncia de Aidar, “é grave”. “Não quero antecipar nada, mas como presidente do Conselho, tive a cautela de verificar a existência do áudio”, afirmou. Leco também confirmou que a reunião convocada por Gil Guerreiro para mostrar as provas deverá ser adiada – a convocação extraordinária estava marcada para o mesmo dia do anúncio da renúncia de Aidar.
Leco deverá assumir o clube e convocar novas eleições em no máximo um mês. Antes visto como possível candidato único, os ventos políticos podem ter mudado. De acordo com o “Uol Esporte”, três grupos políticos se uniram para montar uma chapa de oposição no pleito. Para Marco Aurélio Cunha, conselheiro vitalício e ex-dirigente do clube, as diferentes correntes são-paulinas deveriam se unir em torno do presidente do Conselho até abril de 2017 – data do final do mandato.
“Tudo o que não devemos fazer é criar ainda mais disputa no São Paulo. É hora de conciliação. Quis o destino que o Leco fosse o presidente do Conselho e assumisse interinamente. Seria mais saudável ter um candidato único. Não é hora de grupos políticos. Se ele pudesse fazer até 2017 um governo de correção de rumos, unidade e evitando nomes desgastados, tanto do Aidar, como do Juvenal, poderia fazer um São Paulo organizado e sem disputa”, afirmou em entrevista ao “Globoesporte”.
Presidente do Conselho do São Paulo diz que precisará ''pacificar'' o clube
Leco, como é conhecido nos bastidores, é possível candidato único no pleito que deverá ser realizado até um mês após a renúncia de Carlos Miguel Aidar
Fonte Esporte Interativo
12 de Outubro de 2015
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