Presidente Carlos Miguel Aidar vive momento conturbado na presidência do São Paulo. (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
Se o atual momento do presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, não é bom, por conta da turbulência política no Tricolor, o mandatário está bem perto de piorar sua imagem junto à torcida. Desde 1983, um ano após o Conselho Nacional dos Desportos (CND) autorizar a utilização de patrocinadores em camisas de times de futebol em partidas nacionais, o São Paulo jamais passou uma temporada completa sem a marca de um anunciante estampada no local mais nobre de seu uniforme, no peito. Porém, o ano de 2015, ao que tudo indica, já que restam apenas dois meses para seu término, fugirá desse protocolo.
Sem patrocínio máster desde julho de 2014, o Tricolor, pela primeira vez em sua história, não terá contado, durante um ano inteiro, com o dinheiro de marcas interessadas em divulgar publicidade na camisa do time. A ausência desta verba, somada à crise financeira vivida pelo clube, já teve efeito direto no futebol profissional: seis jogadores (Paulo Miranda, Rafael Toloi, Denilson, Souza, Boschilia e Jonathan Cafu) precisaram ser vendidos para amenizar o rombo nos cofres da equipe do Morumbi, hoje estimados em R$ 272 milhões, de acordo com estudo realizado pelo Itaú BBA.
No entanto, vale lembrar, no mês de janeiro o presidente do São Paulo indicava que daria outros rumos a esta situação. Segundo o mandatário, o Tricolor estava negociando espaço para anunciantes no uniforme com “várias empresas”, dentre elas a Crefisa, mas acabou vendo a instituição fechar negócio com o rival Palmeiras. De acordo com Aidar, o motivo por não ter chegado a um denominador comum com o grupo financeiro foi uma proposta abaixo do que o clube do Morumbi esperava.
“O São Paulo está conversando com várias empresas, inclusive do próprio sistema financeiro. Havia uma outra, mas a conversa diminuiu por conta da Crefisa chegar bem próxima dos R$ 30 milhões que o São Paulo estava querendo. Mas como a Crefisa fechou por um valor bem inferior, menos da metade disso, com o Palmeiras, nós já estamos retomando a conversa com o outro grupo financeiro”, disse o presidente, à época, em entrevista à “Rádio Globo”, enquanto a instituição deu uma versão diferente sobre as tratativas entre as partes. “O São Paulo fez proposta, sim, mas a proposta do Palmeiras foi muito melhor, o projeto é muito melhor. O valor até foi maior, como disse, mas o projeto é muito bom”, disse a presidente da Crefisa, Leila Pereira, ao “Lance!”.
Desde então, pouco se soube a respeito de um patrocínio máster na camisa são-paulina, apesar do clube ter selado, em abril, acordo de um ano com a companhia aérea Copa Airlines. Apesar da marca ter sido estampada no uniforme da equipe em alguns jogos, a parceria prevê apenas ações estratégicas de comunicação.
A última vez que o São Paulo lucrou com venda de espaço na camisa foi com a empresa coreana de eletroeletrônicos Semp Toshiba. Anunciado em setembro de 2012, o contrato era de aproximadamente R$ 23 milhões por ano, até julho de 2014.
Pela primeira vez desde 1983, São Paulo deve passar ano inteiro sem patrocínio fixo na camisa
Em janeiro, clube chegou perto de um acordo com a Crefisa, mas viu empresa fechar negócio com o rival Palmeiras
Fonte Esporte Interativo
9 de Outubro de 2015
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