Doriva, primeiro agachado da esquerda para a direita, esteve no Japão com Rogério, terceiro em pé da direita para a esquerda (Foto: Arquivo Histórico/saopaulofc.net)
A longevidade de Rogério Ceni no futebol impressiona a cada número analisado nos últimos 25 anos do São Paulo. Dessa vez, o dado chama a atenção por um fato bem curioso: Doriva, o próximo técnico do Tricolor, foi seu companheiro de clube no início dos anos 90. Velho conhecido, ele é um dos alicerces do arqueiro na busca pelo objetivo de marcar ao menos mais dois gols até o final da carreira.
“Pela minha média, acho que até o final do ano eu poderia marcar mais dois gols”, disse o arqueiro, dono de 131 tentos com a camisa tricolor até o momento. “Ano passado eu fiz 10. Neste ano, estou com 8. Agora tem mais 13 jogos, no máximo, para selar essa trajetória. Mas não precisa ser eu, não. Quem fizer gol eu vou comemorar bastante”, continuou o capitão.
Apenas um ano mais novo que o novo comandante, Ceni, 42, tem no retrospecto recente de Doriva no mata-mata a força para alcançar sua outra meta antes de se aposentar. Sedento por um título para encerrar a carreira, ele poderá contar com os ensinamentos de um chefe que ganhou o Campeonato Paulista de 2014 e o Carioca de 2015, ambos com perfeição nos embates eliminatórios.
A vitória no Estadual do ano passado, por sinal, se deu sobre o Santos, rival tricolor nas semifinais da Copa do Brasil. Ainda no comando do Ituano, Doriva liderou o triunfo por 1 a 0 no primeiro jogo, segurou o Peixe e perdeu pelo mesmo placar no segundo. Na disputa de pênaltis, acabou triunfando por 7 a 6 e deu à equipe de Itu o segundo título paulista de sua história, o primeiro em um torneio contra os quatro grandes do estado.
“Um título seria espetacular para encerrar esse ciclo dentro de campo. Temos pela frente talvez a equipe que apresentou a melhor evolução durante a temporada, mostrando um futebol ofensivo. Do outro lado, tanto Palmeiras quanto Fluminense seriam adversários complicados. Não vai ser nada fácil, mas acho que temos capacidade de conquistar essa taça”, apontou o camisa 1.
O mata-mata foi também responsável pela conquista mais importante enquanto ambos foram atletas da equipe. Em 1993, tanto Rogério quanto Doriva estavam no grupo de atletas campeão do Mundial diante do Milan, no Japão. Enquanto Doriva foi titular, porém, o hoje grande ídolo da torcida ficou apenas na reserva.
Ceni conta com ex-companheiro Doriva para ter título e mais dois gols
Fonte Gazeta Esportiva
8 de Outubro de 2015
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