Juan Carlos Osorio deixou o São Paulo para assumir a seleção mexicana
A instabilidade no posto de técnico da seleção mexicana não é novidade. E até o próximo treinador já chega com a responsabilidade de entregar resultados, não muito diferente do que aconteceu no São Paulo, seu último empregador.
O colombiano Juan Carlos Osorio, que deixou o clube do Morumbi na última quarta-feira, deve assinar nos próximos dias para assumir o México, e o diretor de seleções nacionais da federação nacional (FMF) avisou: não ir à próxima Copa do Mundo será um fracasso.
Em entrevista ao jornal Récord, o ex-jogador Santiago Baños foi questionado se o novo técnico ficará por três anos "aconteça o que acontecer".
"Somos todos filhos dos resultados, não resta dúvida. O apoio vem também conforme os bons resultados. O México não se pode dar ao gosto de ficar fora do Mundial. A única forma de crescer é estarmos juntos e ficarmos do mesmo lado", afirmou o dirigente.
Na última eliminatória da Concacaf, o México utilizou quatro treinadores na quase iminência de ficar fora da Copa do Mundo de 2014 - José Manuel de la Torre, Luis Fernando Tena, Víctor Manuel Vucetich e Miguel Herrera, que conseguiu levar a seleção ao Brasil, mas foi demitido depois de bater em um jornalista neste ano.
Osorio, de 54 anos, ficou apenas quatro meses no São Paulo após deixar o Atlético Nacional e agora assumirá uma seleção nacional, uma meta em sua carreira.
Ele já é esperado para acompanhar La Tri no duelo diante dos Estados Unidos, no próximo sábado, na Califórnia, que valerá vaga na próxima Copa das Confederações.
"O melhor seria que esteja presente para ver, para conhecer os jogadores em uma partida tão importante como a que vai ser jogada no sábado", disse Santiago Baños. "Então, se pudermos sentar, negociar e poder chegar a um acordo antes do sábado, o melhor seria que ele estivesse presente no estádio para ver esse jogo."
Em outra entrevista, agora para a ESPN mexicana, o diretor de seleções nacionais defendeu Juan Carlos Osorio das críticas quanto ao seu currículo.
"Tem muitos que fazem (as críticas) porque não o conhecem e não pesquisaram. Ele é um tipo muito preparado, que tem muita vontade de dirigir uma seleção, vem ou virá com muita fome. Sua máxima conquista seria poder dirigir em uma Copa do Mundo. Estão menosprezando sua carreira na Colômbia. Ele tem sete títulos ali. Não é uma liga fácil, é um país que ganhou títulos na América", falou.
"Existem poucos técnicos na América que têm a licença A da Uefa e também é preparador físico. É um tipo que lê muito bem o futebol, que trabalha excelentemente no campo. Gosta de propor os jogos e sabe muito tecnicamente", analisou Baños.
México não garante Osorio até Copa: ''Somos todos filhos dos resultados''
Fonte ESPN
7 de Outubro de 2015
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