Foto mostra representantes da Itaquerão Soccer reunidos em CT do São Paulo
por Alexandre Lozetti e Vicente Seda
Fonte Bastidores FC
29 de Setembro de 2015
Apesar de o presidente Carlos Miguel Aidar ter reiterado que não sabia que Iago Maidana pertencia ao Criciúma, e que também não conhece ninguém da Itaquerão Soccer, empresa que comprou o zagueiro por R$ 800 mil e revendeu ao São Paulo, dois dias depois de registrá-lo no Monte Cristo, da terceira divisão goiana, por R$ 2 milhões, uma foto excluída das redes sociais mostra que a ligação entre os investidores e o Tricolor era mais próxima.
Uma versão editada da foto estava no Instagram de Fernando Moraes, responsável pelas negociações na Itaquerão Soccer. A reportagem teve acesso ao arquivo original. Sentados numa mesa do centro de treinamento do São Paulo, na Barra Funda, estão Moraes, ao lado de Odoaldo Fernandes Aldado Jr., dono da FAI Sports e empresário de Iago Maidana, e o próprio zagueiro. Em frente, Edvaldo, sócio de Moraes, e uma advogada da empresa identificada apenas como Luciana.
Moraes retirou a foto do Instagram. Não é o único que tem tomado cuidado com suas redes sociais. Odoaldo, agente do jogador, por exemplo, bloqueou seu Twitter nos últimos dias.
Por que a proximidade com a Itaquerão Soccer pode ser prejudicial ao São Paulo? Porque a Fifa considera ilegal qualquer negociação que tenha participação de investidores em direitos econômicos de jogadores. O caminho natural seria o São Paulo adquirir o zagueiro pagando diretamente ao Criciúma. A multa rescisória da época, inclusive, era menor do que o valor desembolsado à empresa aberta em julho, oriunda de uma distribuidora de bebidas. Isso pode levar à interpretação de que houve mau uso do sistema de transferências.
Aidar diz que não conhece a Itaquerão, mas Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol, admite que a negociação foi conduzida pelo presidente – por meio do gerente-executivo José Eduardo Chimello – depois que Júnior Chávare, diretor da base, deixou o clube.
– O presidente disse que fez a negociação. Não vejo nada de errado nessa transação, era algo que queríamos e o Criciúma não quis fazer conosco. Depois de alguns meses, os empresários ofereceram – afirmou Ataíde.
Na noite da última segunda-feira, motivados pela “operação Iago”, 62 conselheiros entregaram uma moção de desconfiança em relação à gestão do presidente Carlos Miguel Aidar. As assinaturas foram colhidas desde sexta-feira. Entre elas, estão as do ex-presidente Juvenal Juvêncio e seu vice, Roberto Natel, além da de Marco Aurélio Cunha.
Uma versão editada da foto estava no Instagram de Fernando Moraes, responsável pelas negociações na Itaquerão Soccer. A reportagem teve acesso ao arquivo original. Sentados numa mesa do centro de treinamento do São Paulo, na Barra Funda, estão Moraes, ao lado de Odoaldo Fernandes Aldado Jr., dono da FAI Sports e empresário de Iago Maidana, e o próprio zagueiro. Em frente, Edvaldo, sócio de Moraes, e uma advogada da empresa identificada apenas como Luciana.
Moraes retirou a foto do Instagram. Não é o único que tem tomado cuidado com suas redes sociais. Odoaldo, agente do jogador, por exemplo, bloqueou seu Twitter nos últimos dias.
Por que a proximidade com a Itaquerão Soccer pode ser prejudicial ao São Paulo? Porque a Fifa considera ilegal qualquer negociação que tenha participação de investidores em direitos econômicos de jogadores. O caminho natural seria o São Paulo adquirir o zagueiro pagando diretamente ao Criciúma. A multa rescisória da época, inclusive, era menor do que o valor desembolsado à empresa aberta em julho, oriunda de uma distribuidora de bebidas. Isso pode levar à interpretação de que houve mau uso do sistema de transferências.
Aidar diz que não conhece a Itaquerão, mas Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol, admite que a negociação foi conduzida pelo presidente – por meio do gerente-executivo José Eduardo Chimello – depois que Júnior Chávare, diretor da base, deixou o clube.
– O presidente disse que fez a negociação. Não vejo nada de errado nessa transação, era algo que queríamos e o Criciúma não quis fazer conosco. Depois de alguns meses, os empresários ofereceram – afirmou Ataíde.
Na noite da última segunda-feira, motivados pela “operação Iago”, 62 conselheiros entregaram uma moção de desconfiança em relação à gestão do presidente Carlos Miguel Aidar. As assinaturas foram colhidas desde sexta-feira. Entre elas, estão as do ex-presidente Juvenal Juvêncio e seu vice, Roberto Natel, além da de Marco Aurélio Cunha.
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