Os espaços do uniforme não são mais as únicas fontes de renão mais as únicas fontes de renda com publicidade de São Paulo, Palmeiras e Corinthians. Este ano, graças a patrocínios virtuais, os canais digitais do trio de ferro do Estado também passaram a ajudar a minimizar os efeitos da crise econômica nos cofres dos clubes.
O Palmeiras, por exemplo, vendeu o "naming right" de seu canal no YouTube para a Faculdade das Américas (FAM). O presidente Paulo Nobre não divulga os valores do contrato, mas o Estado apurou que até dezembro de 2016 o clube receberá R$ 2,6 milhões pelo acordo.
Além de posts patrocinados no Facebook e no Twitter, a "menina dos olhos" do Palmeiras é o aplicativo oficial do clube, lançando em julho e que já chegou a 400 mil downloads. É o maior APP de clubes de futebol da América Latina.
Já o São Paulo chegou este ano à marca de R$ 8 milhões só com patrocínios fora da camisa. O valor é superior ao cobrado a uma empresa que quiser exibir a sua marca na manga do uniforme do time.
A maior cota desses acordos vem do contrato com a Copa Airlines. São R$ 3 milhões pagos de forma direta e mais R$ 1 milhão de permuta em troca da exposição do nome da companhia nos posts do clube no Twitter, Instagram, Facebook e YouTube.
"A Copa está no Brasil há 15 anos e conseguiu em apenas quatro meses de parceria conosco o que não havia alcançado em mais de uma década. A quantidade de acessos que eles tiveram no site nesse período foi maior do que a soma de todos os países em que eles atuam. O resultado que as redes sociais dão ao patrocinador é equivalente ao do horário nobre da TV", diz o vice-presidente de marketing do São Paulo, Douglas Schwartzmann.
O clube está sem patrocinador master na camisa há mais de um ano e não tem previsão de quando conseguirá encontrar uma empresa disposta a pagar valores superiores a R$ 20 milhões. Por isso, resolveu apostar nas redes sociais.
"Diversificação de parceiros comerciais é fundamental. Quando cheguei ao São Paulo, em fevereiro, estava tudo mundo desesperado por causa da falta de um patrocinador master. Sabia que 2015 seria difícil por causa da economia do País, mas buscamos alternativas para conseguir outras receitas importantes", conta Schwartzmann.
Pioneiro nesse tipo de atividade nas redes sociais, o clube recentemente lançou um aplicativo para smartphones que permite ao são-paulino escalar a equipe. Quem é participante do sócio-torcedor, pontua e adquire as moedas internas utilizadas no programa. Em cerca de uma semana, 50 mil pessoas baixaram o produto e quase 37 mil participaram dos palpites do jogo com o Vasco, na última quarta.
Clubes faturam alto com patrocínios nas redes sociais
Parceria para exibição de marcas na internet vira saída para a crise ecônomica
Fonte Estadão
26 de Setembro de 2015
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