O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, já reconhece que a dívida do clube passa da casa dos R$ 270 milhões, mas agora diz que o valor está equacionado e que não haverá mais atraso de pagamento aos jogadores. No Panamá, onde a cúpula são-paulina está para uma série de ações de marketing com a patrocinadora Copa Airlines, o dirigente falou sobre o rombo nos cofres e prometeu uma reunião com o elenco a fim de tranquilizá-los sobre a possibilidade de haver novos atrasos.
Aidar falou em resposta ao presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, sobre as declarações de que o clube não conseguirá honrar seus compromissos a partir de outubro. Leco falou baseado em análise do ex-CEO Alexandre Bourgeois, que ficou com a responsabilidade pelo alarde da crise, nas palavras de Aidar.
- Não falei com os jogadores ainda, mas pretendo fazê-lo, infelizmente não vou estar a tempo do jogo contra a Chapecoense (na noite desta quinta-feira), mas vou estar no sábado, antes do jogo contra o Avaí. Veja só, o que o Leco fez foi repercutir aquilo que o Alex falou. Ou seja, o São Paulo não terá dinheiro. Tanto terá como vem tendo. Atrasou período de imagem, colocou-se em dia e tem todas as obrigações em dia. Um clube que coloca todas suas obrigações em dias tem de ser aplaudido e não criticado. A proposta do Alex era: não vamos pagar, vamos atrasar atletas e fornecedores, prestadores de serviço, fazer caixa com esse dinheiro e negociar com bancos a melhor condição. Eu não penso assim. Se tem dinheiro tem de pagar, agora deixar de pagar para fazer caixa, acho extremamente absurdo – afirmou Aidar.
Aidar admitiu que, com o argumento de resolver parte dos problemas financeiros do clube, antecipou cotas futuras, como o dinheiro que teria de receber da fornecedora Under Armour até dezembro de 2016.
- Hoje, posso dizer que a dívida está equacionada. Só que é uma equação muito cara. Estou pagando 180% da taxa Selic de juros por ano. Outros contratos já foram antecipados pela antiga administração. Tive de antecipar dois anos da Under Armour para poder melhorar a situação financeira do clube – declarou.
Para sair do buraco, Aidar apresentou duas propostas. Um plano de gestão profissional, para reduzir custos e aperfeiçoar os investimentos, e um fundo de investimentos para gerar R$ 200 milhões. E neste ponto, o presidente surpreendeu ao dizer que tão logo o fundo seja criado, oferecerá o título de investidor número 1 a Abilio Diniz, empresário que é hoje um dos seus principais opositores e ao qual criticou fortemente ainda no Panamá.
- Quando o FIDC (Fundo Investimento de Direitos Creditórios) for aprovado, ele será uma das primeiras pessoas a ser procurada para investir. Quero dar a ele a chance de ser o investidor número 1, o primeiro. Mas não adianta querer investir dinheiro e mandar no clube - avisou Carlos Miguel.
Aidar pretende criar o fundo nos próximos dias e quem quiser aderir ao investimento terá de desembolsar no mínimo R$ 1 milhão. A garantia para quem injetar dinheiro será dada sobre direitos econômicos de atletas jovens, baseado no valor da multa rescisória do contrato.
Com antecipação de cotas futuras, Aidar aposta em fundo de investimento
Presidente do São Paulo afirma que não irá mais atrasar salários, admite ter antecipado verba do contrato com a Under Armour e vai convidar desafeto para ser 'investidor número 1'
Fonte LANCE!Net
17 de Setembro de 2015
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