Foto: Karime Xavier - 9.abr.2014/Folhapress
Na Cidade do Panamá, onde participará de um evento de um patrocinador nesta quarta-feira (16), o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, respondeu as críticas que recebeu do ex-CEO tricolor, Alexandre Bourgeois, pivô da mais recente polêmica no Morumbi.
O mandatário negou que tenha impedido o acesso de Bourgeois aos contratos e às informações financeiras do São Paulo, acusou o executivo de atuar de maneira política, justificou a demissão como "falta de confiança" e negou que tenha ocorrido ameaça física no encontro da última quinta (10), quando selou a demissão de Bourgeois.
"Ele [Bourgeois] mente quando diz que não tinha acesso às informações. Ele tinha todos os contratos, tudo disponível. Abrimos tudo para ele ter condição de analisar [o cenário] e oferecer caminhos ao São Paulo. Mas ele acabou escolhendo um caminho que não me agradou", disse Aidar.
"Chegou ao meu conhecimento notícias bem desagradáveis sobre o comportamento dele. Reuniões com empresários, reuniões com atletas. E o acompanhamento de pessoas à presença do Abílio [Diniz, empresário e membro do conselho consultivo do São Paulo] sem meu conhecimento. Isso fez com que eu perdesse a confiança nele", afirmou.
"Por isso reuni meus vice-presidentes, o Alex e a assessoria de imprensa da presidência, que tem o Marco Antônio Sabino. Este levou um jornalista que trabalha com ele, que é o Olivério Júnior, e quem acabou desmascarando o Alex. Mostrou conversas que mostravam que ele não estava falando a verdade ao São Paulo. Foi um bate-boca entre os dois, mas ninguém ameaçou ninguém, ninguém quis sair no tapa e ao final dessa conversa eu disse: 'Alex, perdi a confiança em você, o São Paulo não precisa mais dos seus trabalhos, não precisa vir ao São Paulo amanhã'", completou o cartola.
Bourgeois ficou cerca de três meses no cargo. Ele chegou ao clube como indicação do empresário Abílio Diniz e ficou responsável por estruturar um projeto de profissionalização de gestão para o São Paulo.
O projeto foi entregue ao presidente há cerca de três semanas e tinha como proposta a criação de um conselho gestor, que teria um presidente –a proposta é que fosse o próprio Aidar– e abaixo desse conselho estaria o presidente do São Paulo, o CEO e executivos que seriam contratados para gerir as áreas de marketing, finanças e o departamento de futebol.
"A proposta tira do presidente, que foi eleito de forma democrática, o poder de decisões sobre o clube. Eu ficaria dependente daquilo que o conselho decidir. Eu fui candidato, disputei uma eleição, ganhei uma eleição e tenho de exercer o direito do mandato dentro do regime presidencialista. O ônus ou o bônus será meu", avisou Aidar.
Para o lugar de Borgeois, Aidar contratou Paulo Ricardo de Oliveira, que foi presidente da Penalty. O executivo, inclusive, deve fazer uma nova proposta para a profissionalização do clube.
"Em dois dias de trabalho, ele reuniu todos os vices, os colaboradores, se informou sobre o clube. Em dois dias, ele fez muito mais que o Alex em três meses", disse o atual mandatário do São Paulo.
Aidar está na Cidade do Panamá, no Panamá, para participar de um evento da Copa Airlines, companhia aérea que é patrocinadora do clube.
Aidar diz que ex-CEO do São Paulo foi desmascarado e nega ameaça
Fonte Folha de S. Paulo
16 de Setembro de 2015
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