Alexandre Bourgeois criticou a gestão de Carlos Miguel Aidar no São Paulo. (Foto: saopaulofc.net)
Se dentro de campo o São Paulo vem se acertando, fora dele a situação é complicada. O desafeto da vez do presidente Carlos Miguel Aidar é o ex-CEO do Tricolor, Alexandre Bourgeois, que em entrevista ao “Sportv”, declarou os motivos do porquê foi desligado do clube e indicou os entraves políticos como a principal dificuldade que o seu sucessor terá ao assumir o cargo deixado por ele.
“Não sei se ele tem experiência com política no futebol. No Brasil, 95% é política, 5% é gestão, com algumas exceções. Enquanto as pessoas no São Paulo estiverem colocando os interesses pessoais à frente da instituição, será impossível reverter o quadro atual”, afirmou Bourgeois, que completou.
“Os contratos que seriam renegociados por mim nunca passaram por minhas mãos. Eu não tinha acesso a nada. Tudo o que acontecia eu não sabia. É uma gestão pouco democrática. O presidencialismo tem que ser com democracia, não ditadura, onde cada um faz o que quer no seu canto. Isso não existe mais. Governança corporativa foi criada para isso, para evitar que um cara só, tomando decisões, quebre a empresa”. O ex-CEO, experiente no mercado financeiro, ainda apontou o Grêmio como exemplo de gestão a ser seguido no futebol brasileiro.
“O Grêmio tem hoje um conselho de administração onde fica o presidente e as pessoas relacionadas à política do clube. Embaixo desse conselho tem o CEO, que é o Gustavo Zanchi. E abaixo dele tem todas as áreas do clube, seja futebol, marketing, que são executadas por ele. É um modelo viável que eles estão fazendo”, ponderou o ex-dirigente são-paulino.
Aidar já definiu quem substituirá Alexandre Bourgeois na função de CEO do Tricolor. Trata-se de Ricardo de Oliveira, de 52 anos, presidente da Penalty, ex-fornecedora de material esportivo do São Paulo. O executivo acumulará os dois cargos até o final desse mês e em outubro vai se dedicar apenas ao clube do Morumbi.
Ex-CEO do São Paulo prevê dificuldades para sucessor e cita outros clubes como exemplo a ser seguido
Alexandre Bourgeois classificou a gestão de Carlos Miguel Aidar como uma "ditadura" e apontou a situação política do Grêmio como inspiração ao clube paulista
Fonte Esporte Interativo
16 de Setembro de 2015
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