Contratado ser o CEO (Chief Executive Officer) do São Paulo e ajudar o clube a enfrentar um momento complicado, especialmente no aspecto financeiro, Alexandre Bourgeois ficou apenas três meses no cargo e foi demitido porque, segundo o São Paulo, não teria apresentado resultados. Nesta segunda-feira, Bourgeois criticou a gestão do clube, no "Seleção SporTV", e recebeu críticas do presidente Carlos Miguel Aidar através de uma nota enviada ao programa.
No documento (confira a íntegra no final da página), o dirigente avalia o trabalho desempenhado por Bourgeois como pífio e afirmou que o profissional "não disse a que veio" no período em que desenvolveu suas atividades no clube. Pouco antes, o CEO fez críticas à gestão do São Paulo, considerou a situação do clube "bastante grave" e deu sua versão da saída após três meses. Ele afirma, ainda, ter sido ameaçado por Olivério Júnior (assessor de imprensa do presidente Carlos Miguel Aidar)
- O por que é o poder, a política. As pessoas se preocupam com o poder político que tem lá dentro e a política de clube. Qualquer coisa que possa ser visto como uma ameaça ao sistema, o sistema se fecha e não deixa ninguém entrar. Esse é um dado muito objetivo. Fui contratado pelo presidente Aidar, e fui demitido por nem sei direito, oito pessoas, mas o principal articulador foi um assessor de imprensa (Olivério Júnior). A reunião foi surreal e covarde - afirmou.
Em nota (confira ao lado), o São Paulo considera das declarações "inverídicas" e critica o trabalho desenvolvido por Bourgeois no período em que esteve no Tricolor. A nota é assinada por Aidar, que acusa o ex-CEO de ter repassado informações internas para jornalistas e lista oito razões que justificariam, segundo o clube, a demissão. Leia a íntegra abaixo:
"Em razões das declarações inverídicas do sr. Alex Bourgeous a esse programa, cabe ao São Paulo Futebol Clube esclarecer que o contrato de prestação de serviços com sua empresa com o São Paulo Futebol clube foi encerrado pelas razões que seguem:
- Quebra de confiança, já que informava estar visitando instituições financeiras quando na verdade estava participando de reuniões de caráter político;
- Desempenho pífio nas tarefas a ele confiadas como, por exemplo, deixar de produzir diagnóstico com base em entrevistas e reuniões com vice-presidentes
- Perfil profissional incompatível com o momento vivido pelo clube, que exige um profissional com mais experiência em renegociações com bancos e instituições financeiras
- Viés inadequado de empresario de futebol talvez decorrente de sua atuação no passado
- Vazamento de informações internas do clube para alguns jornalistas por ele eleitos em desacordo com estratégias e políticas de comunicação do clube
- Aproveitamento do trabalho de terceiros como se fosse por ele produzido
- Falta de iniciativa de integração com as várias áreas do clube, a exceção do CT da Barra Funda para tirar fotos
- Não apresentação de solução financeira ao clube, embora tenha se posto como pai do FIDC, quando esse projeto é de autoria de outra pessoa.
Enfim, não disse a que veio. Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo."

Nota do São Paulo; resposta ao CEO Alexandre Bourgeous (Foto: Reprodução)