Primeiramente, em veículos de grande massa, é uma falta de respeito fazer humor com a homossexualidade das pessoas utilizando uma instituição que representa milhões de fãs. Nada contra homossexuais, mas não existe ingenuidade na intenção. É homofobia travestida.
Associar homofobia ou homossexualismo a clubes de futebol incita uma série de efeitos nocivos como, por exemplo, o bullying entre crianças e até violência. A brincadeira de torcedor, entre torcedores, não deve extrapolar e ser usada por um veículo de comunicação em massa.
Uma questão ultrajante: o que aconteceria se fizéssemos uma piada colocando a bandeira da Globo sobre o caixão de um pedófilo morto? Seria somente uma piadinha sexual? Certamente pegaria mal e haveria protesto, resposta, consequências.
No último sábado a noite, no baixo e péssimo humorístico, não foi a primeira vez que o São Paulo e seus torcedores sofreram insultos pela mesma emissora. Houve casos em novelas e séries.
Brincadeira entre amigos torcedores rivais é uma coisa. Institucionalizar a brincadeira é perigoso e desrespeitoso. A mídia não pode ser veículo de qualquer tipo de preconceito, principalmente quando paixões ou crenças estão envolvidas.
Contudo, o que mais incomoda é ver a frouxidão dos homens que comandam a instituição São Paulo Futebol Clube. Recentemente Carlos Miguel Aidar foi provocado ao vivo pelo “Canalha” João Carlos Albuquerque na ESPN, mas o nosso presidente foi extremamente brando.
Torcedores rivais continuamente atacam a instituição SPFC em programas esportivos, como é o caso do Roque Citadini. Mas, nenhum dirigente é capaz de entrar ao vivo para rebater. Curiosamente, o “valente” Júlio Casares ligou e entrou ao vivo no Mesa Redonda em 2013 para discutir com Marco Aurélio Cunha. Se fosse um rival, jamais.
Os programas e jornalistas mais provocativos ao São Paulo na mídia são justamente os mais frequentados e prestigiados por dirigentes “são paulinos”.

Depois, sabem como agem os mandatários do São Paulo? Vão dar entrevista exclusiva nas mesmas emissoras de TV e participar das bancadas ao vivo. Precisa existir um pouco mais de amor próprio, são-paulinidade. Omissos e frouxos, mexam-se, ao menos respondam com classe.
A falta de são-paulinidade no Morumbi levanta dúvidas. O clube está loteado de não são paulinos? Não se importam com nada relacionado ao futebol do clube e aos torcedores?
Wender Peixoto
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