
Aos 35 anos, Ricardo Oliveira marcou 28 gols em 46 partidas nesta temporada. Além disto, esteve presente durante os 90 minutos em 32 destes jogos. São números incríveis - especialmente para um atleta que vinha de quatro anos atuando no futebol árabe. O São Paulo viu no jogador o nome perfeito para reforçar um ataque que, naquele momento, poderia perder Luis Fabiano e Alexandre Pato na janela de transferências do mercado europeu. O tricolor aproximou-se do jogador e costurou um acordo para Oliveira retornar ao Morumbi - com contrato até o final de 2016.
Só que a oferta foi feita antes de ser amplamente discutida entre os dirigentes são-paulinos. Muitos consideravam o atacante uma contratação desnecessária, além de não acreditar em completamente em sua boa fase. Foi aí que a diretoria do Santos entrou em ação. Aproveitando-se do bom relacionamento entre os dois clubes, Modesto Roma fez um apelo para que o São Paulo desistisse do negócio. Carlos Miguel Aidar aceitou e Ricardo Oliveira permaneceu na Vila Belmiro, assinando contrato até 2017.
O próprio jogador, por ser muito agradecido ao alvinegro praiano por abrir-lhe as portas novamente, aceitou permanecer - inclusive recebendo um pouco menos do que receberia no São Paulo. Quando a renovação já estava praticamente certa, o Grêmio ainda surgiu para tentar levar o jogador, mas sem sucesso.
Nesta quarta-feira, com Ricardo Oliveira do lado alvinegro, Santos e São Paulo fazem clássico na Vila Belmiro. A partida será um confronto direto pelo G4 do Brasileirão.
