Em ritmos distintos, Santos e São Paulo fazem clássico na Vila Belmiro

Fonte Folha de S. Paulo
Érico Leonan/saopaulofc.net
O técnico Juan Carlos Osorio não confirmou a equipe titular

É como se um dançasse forró, e o outro, rock.
Os ritmos são claramente diferentes. As campanhas de Santos e São Paulo neste Brasileiro se distinguem, especialmente nas últimas rodadas, embora só quatro pontos separem o tricolor, quarto lugar, do alvinegro, oitavo.
A trajetória do São Paulo lembra uma gangorra em seu sobe-e-desce enquanto o caminho trilhado pelo Santos é como uma escalada.
É nesse descompasso que as equipes duelam na noite desta quarta (9), na Vila Belmiro, em Santos, pela 24ª rodada do competição.
O São Paulo chegou a liderar o Brasileiro por uma rodada (a sétima) e agora está em quarto lugar, o que o deixa na na zona de classificação para a Libertadores. O time, contudo, não transmite segurança aos seus torcedores.
Dentro do clube, o discurso oficial é que ainda se briga pelo pelo título, mas muitos dirigentes já não acreditem nessa possibilidade –a diferença para o líder, o Corinthians, é de 12 pontos.
"Poderíamos estar em posição melhor, mas não jogamos a toalha. Se não conseguirmos o título, a Libertadores é a outra meta", disse Michel Bastos, nesta terça (8).
O Santos, por sua vez, iniciou o campeonato flertando com o rebaixamento, mas desde a contratação do técnico Dorival Júnior, no início de julho, o time se transformou.
Ele assumiu na 13ª rodada e, desde então, foram 11 jogos com ele no Brasileiro: sete vitórias, três empates e uma derrota (para o Palmeiras). A arrancada não só tirou o time das últimas colocações. Também levou a uma mudança das ambições.
Hoje, os santistas falam em brigar por vaga na Libertadores e podem até terminar a rodada no sexto lugar, colado ao G-4, desde que Palmeiras e Flamengo não vençam.
"Até pouco tempo nós tropeçávamos em casa, perdíamos pontos importantíssimos. Era uma situação incômoda, mas mudamos o cenário. Hoje, o São Paulo é um rival direto pelo G-4", disse Renato, nesta terça (8).

AO ATAQUE
Se o ritmo é diferente, pelo menos uma característica aproxima essas equipes paulistas: a força ofensiva.
O Santos fez 35 gols no Brasileiro e tem o artilheiro, Ricardo Oliveira, com 15. Já são seis jogos consecutivos em que o Santos marca gols e foram 14 tentos anotados.
Ricardo Oliveira, aliás, é a maior preocupação do técnico Juan Carlos Osorio.
"Ele é muito bom, com jogo aéreo perigoso. Temos que deixá-lo fora da área. Também não podemos permitir que chute de longe", comentou o treinador ao site do São Paulo. "Tenho falado que o Santos tem um grande time. Está de parabéns pelo espetáculo que proporciona."
Já o São Paulo marcou 31 gols neste Brasileiro. Com 21 gols no ano e nove no Brasileiro, Alexandre Pato é quem surge como atleta mais temido pelos santistas.
Osorio não confirmou os titulares, mas há uma boa chance de que Wilder seja o homem de frente, ao lado de Pato.
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