Em seu relatório sobre a área, a instituição financeira aponta que há poucos clubes "que realmente levam a sério este assunto" no futebol brasileiro. E complementa que 40% de todo o investimento nos últimos cinco anos foi realizado por apenas quatro clubes: São Paulo, Corinthians, Santos e Cruzeiro.
No ano passado, o time de Parque São Jorge foi o líder em investimentos, com R$ 27 milhões, seguido do São Paulo, que destinou R$ 26 milhões para a formação de jogadores. Nos últimos cinco anos, entretanto, o clube do Morumbi lidera correspondendo a 25% dos R$ 457 milhões investido nas categorias de base pelos clubes (cerca de
E mesmo entre os times que mais investem nas categorias de base, a avaliação do banco é que pouco se revelou no período e cita que o meia Oscar (Chelsea) e os atacantes Lucas (PSG e Neymar (Barcelona) foram exceções em relação a jogadores com nível técnico acima da média formados pelos clubes que lideram em investimento na base.

Outras prioridades
Por meio de levantamento do Itaú BBA também é possível verificar que a formação de atletas está longe de ser prioridade dentro dos investimentos dos clubes. Na comparação com outras áreas, a participação da categoria de base é a menor em relação a investimentos em estrutura e, principalmente, em elenco.
Em 2014, por exemplo, os clubes investiram R$ 99 milhões para formar atletas, quantia que representou 15,9% do total de R$ 621 milhões destinados para essas três áreas. Investimento em estrutura representou 38,2% (R$ 237 milhões), enquanto que a contratação de jogadores para o elenco ficou com a maior participação, de 45,9% (R$ 285 milhões).
Nem a queda da fatia destinada para a contratação de atletas fez aumentar a importância das categorias de base no total investido, já que o percentual se manteve na casa dos 15% nos últimos cinco anos.