Ida de Rodrigo Caio ao Valencia foi cancelada por ''salário surreal'' de 7 mil euros

Fonte ESPN
1 de Setembro de 2015
FOTO: RUBENS CHIRI/SAOPAULOFC.NET
No fim do mês de junho, o São Paulo negociou a venda do volante Rodrigo Caio em uma das transações mais confusas da história recente do clube. Primeiro, fechou a venda ao Atlético de Madri. Depois, de última hora, seu destino virou o Valencia. E, no fim, desacertos contratuais repentinos melaram toda a negociação. O que pouca gente sabe é que foi um "salário surreal" que causou isso.
Segundo apuração do ESPN.com.br, Rodrigo Caio viajou à Espanha ciente de que teria cinco anos de contrato com salário anual líquido de 1,212 milhão de euros (R$ 5 milhões) - o que, em uma conta simples, dariam 101 mil euros por mês. Só que não foi bem assim. "Foi surreal", relembrou o advogado Regis Villas Boas, que estava em Valencia representando o jogador.
Na realidade, a proposta feita de última hora era para uma remuneração de 7 mil euros líquidos (isso mesmo, sete - bem abaixo para os padrões de um jogador de futebol profissional) por cinco meses seguidos, com o sexto mês "compensando" o restante e pagando 571 mil euros. E conta que se repetiria pelos nove semestres seguintes até o término do vínculo.
Em outras palavras, Rodrigo Caio, que aqui no Brasil ganha algo em torno de R$ 150 mil, teria que se virar com R$ 28 mil por mês na Espanha até o fim do semestre, quando receberia, de uma vez, os R$ 2,33 milhões restantes equivalentes à metade do ano.
"Ainda aleguei que estávamos em junho e que poderiam pagar em julho a quantia maior, mas disseram que não, só em dezembro mesmo. Como ele ia se sustentar até lá, então?", questionou o advogado. "Como queriam que um jogador de 15 milhões de euros recebesse isso na Europa?", continuou.
Estavam na reunião com o Valencia, além de Rodrigo Caio e Regis Villas Boas, os ex-jogadores Deco e Luizão, que representam o empresário Jorge Mendes no Brasil. O agente estava efetuando a compra do atleta e iria repassá-lo ao futebol espanhol - primeiro ao Atlético de Madri, depois ao Valencia.
No fim das contas, Rodrigo Caio acabou voltando ao Brasil, e ao São Paulo, que deixou de efetuar a transação que girava em torno de 15 milhões de euros. O fracasso na transferência de Rodrigo Caio contribuiu para o desmanche que estava por vir no time tricolor. Se já tinham saído Denilson, Paulo Miranda e Souza, também confirmaram adeus Dória, Jonathan Cafu, Ewandro, Boschilia e Rafael Tolói.
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