Osorio enaltece empenho de Pato e afirma: 'Aceitou o desafio de competir'

Treinador do São Paulo ressaltou as qualidades do atleta, que vem em crescente em 2015

Fonte LANCE!Net
19 de Agosto de 2015
Após algumas temporadas de desempenho irregular, Alexandre Pato vem conseguindo ter boas atuações e angariar bons números em 2015. Nesta terça, em entrevista ao programa "Bola da Vez", da ESPN Brasil, o treinador do São Paulo, Juan Carlos Osorio, comentou sobre a mudança de posição do atleta, elogiou as qualidades de Pato e salientou que o atacante tem se destacado porque 'aceitou o desafio de competir'.
- Falei para Alexandre (Pato): "Quero que você fale abertamente onde quer jogar". Ele falou para mim: "Como segundo atacante." Eu falei: "Aí temos um problema, não jogo com segundo atacante, jogo com três, dois pontas e um atacante." Então acordamos ele na ponta. Aí sim. Pela direita, ele não é de cruzamento. Pela esquerda, faz todo sentido. Jogando para fazer tabela, arrematar e pode utilizar toda sua "mágica". Única condição: tem que ajudar com o lateral-direito do outro time. Tem que ajudar o time a trabalhar. No último jogo ele deu carrinho, ajudou... eu valorizo muito isso. Como conclusão, ele tem talento natural, da cultura, da combinação genética, e aceitou o desafio de competir - disse Osorio.
- (Pato) É um exemplo perfeito. Talento natural, velocidade, dribla bem e agora compete melhor. No Brasil, joga melhor da esquerda para o centro. Paulo Henrique (Ganso) e Alexandre (Pato) têm muita visão de jogo. Vêem o jogo diferentes de como vê Breno ou Edson Silva. Os quatro são importantes, porque o time também tem que ter trabalhadores como Edson (Silva), Breno, Rafael (Tolói), Luiz Eduardo. Se tivermos uma mistura de jogadores com talento de trabalhar e jogadores com outros talentos, unidos, aí teremos um time forte - afirmou.
Além de Pato, Ganso também foi pauta da entrevista. Osorio enalteceu a atuação do camisa 10 na partida com o Figueirense, mas disse ter problema quando um atleta caminha em campo e não ajuda à equipe.
- Se vocês analisam o futebol contemporâneo, não digo moderno, pois o que é moderno hoje não é daqui a dois anos, vemos que o Manchester United de Alex Fergusson não tinha camisa 10. Eram Roy Keane e Paul Scholes, dois volantes de ida e volta, com muito esforço físico e técnica e gols. Você analisa o Chelsea. O jogador que tem a 10 é Eden Hazard, que é um driblador, um Neymar com outro número. Eu creio que Paulo Henrique (Ganso) pode jogar com a 10, com a 9, 9+1.... se ele puder correr e cobrir a distância que cobriu contra o Figueirense, à noite, sob o frio, não tenho problema. Mas tenho problema quando o jogador veste a 10 e caminha, não compete, não ajuda - afirmou, completando que valoriza o talento aliado ao trabalho.
- Valorizo o talento, mas também acho que aqui talento é mal interpretado. Perguntava aos meus atletas antes do jogo contra o Figueirense. Todos falavam que talento era passar a bola bem, bater bem, cabecear bem. É verdade, mas creio que acordar cedo, trabalhar, melhorar também é um talento, porque nem todo mundo faz - concluiu.
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