Os R$ 24,3 milhões que cairão nos cofres do São Paulo pela venda do jovem Boschilia ao Monaco não cobrem nem sequer dois meses de déficit. Atualmente, o clube opera com arrecadação mensal de R$ 18 milhões e gastos de R$ 33 milhões. Isso significa um prejuízo de R$ 15 milhões por mês. As principais críticas à diretoria tricolor alegam que a equipe foi desmantelada (saíram também Denilson, Souza, Paulo Miranda e Jonathan Cafu), mas as vendas não solucionaram os problemas financeiros, tal qual o adiantamento de verbas relativas a contratos como o da Under Armour, fornecedora de material esportivo.
Mensalmente, o São Paulo tem de pagar R$ 8 milhões referentes a amortizações e juros de suas dívidas bancárias. É na necessidade de busca de capital que se apoiam os que defendem a profissionalização imediata da gestão do clube. Há um plano elaborado pelo Instituto Áquila em parceria com o CEO Alexandre Bourgeois. Apesar de promessas que vêm desde a campanha do presidente Carlos Miguel Aidar, nada ainda foi colocado em prática.
As previsões mais pessimistas garantem que o São Paulo não consegue terminar o ano sem ter que penhorar seus bens no atual ritmo financeiro. Na proposta de profissionalização, um comitê seria criado com a presença de Aidar, dois membros do Conselho Deliberativo, outros dois externos (um deles, possivelmente, Abílio Diniz) e quatro da diretoria. Abaixo deles, executivos remunerados cuidariam de áreas estratégicas como finanças, marketing e futebol.
Venda de Boschilia não alivia nem dois meses de prejuízo no São Paulo
por Alexandre Lozetti e Vicente Seda
Fonte Blog Bastidores F.C
11 de Agosto de 2015
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