Uma reunião na noite desta quinta-feira selou a venda de Boschilia para o Monaco, da França. O acordo entre os clubes, de R$ 34,7 milhões, havia sido feito desde a semana passada, mas faltava o aval da Hard Zone, empresa da qual o ex-presidente do Guarani, Marcelo Mingone, é sócio. Ele e o Bugre brigavam por 30% do negócio.
O São Paulo vai embolsar metade do valor total, ou seja, pouco mais de R$ 17,3 milhões por 50% dos direitos econômicos. Boschilia e seus familiares eram donos dos outros 20%.A tendência é de que o meia de 19 anos nem seja relacionado para a partida contra o Corinthians, domingo, no Morumbi.
O dinheiro chega em boa hora e representa quase tudo o que o São Paulo conseguiu com as vendas de quatro jogadores: Souza, Paulo Miranda, Denilson e Cafu. Tais negócios haviam rendido nos últimos dias R$ 19,5 milhões e garantiram o pagamento dos direitos de imagem atrasados.
O Tricolor ainda perdeu desde o início da janela de transferências o zagueiro Doria, devolvido ao Olympique de Marselha, e o atacante Ewandro, emprestado ao Atlético-PR.
O impasse na saída de Boschilia se dava pelo desacerto entre Mingone e a atual diretoria do Guarani. Ambos pleiteavam o direito de ficar com os 30%. Irritado com a possibilidade de perder a venda, o São Paulo chegou a ameaçar fazer o depósito em juízo, o que faria com que as duas partes levassem anos a ver o dinheiro, até que uma decisão judicial saísse.