(Foto: Ivan Storti/Lancepress)
Depois de muitas críticas no primeiro semestre e um período de instabilidade, o São Paulo vai dando mostrar de que está forte no Brasileirão. Único dos quatro grandes no G-4, o Tricolor destoa dos rivais, que começaram o Nacional com problemas.
Na última quarta-feira (3), o São Paulo passou pelo Santos no clássico no Morumbi, fez 3 a 2 no rival e subiu na tabela. Enquanto isso, o Peixe, campeão Paulista, é só o 13º colocado, com apenas uma vitória até aqui. Após a partida, as declarações dos jogadores já indicavam o que cada clube espera daqui para frente. Autor do gol da vitória, Rogério Ceni disse que segue até o fim do contrato, mas pode renovar por mais alguns meses se for para ajudar dentro de campo.
— Não sei (se fica até dezembro). Até julho com certeza, mas até o final do ano vamos conversar. É importante o aval do treinador. Eu quero ficar pelas minhas qualidades, não por ser mártir. Eu tenho tentado trazer o máximo de torcedores. Eu jogo por meu trabalho. Estou tentando ajudar o São Paulo, a entidade, trazer cada vez mais gente, arrecadar, ajudar o clube e a ter as contas em dia. O principal é que o treinador queira que eu fique por questões dentro de campo. Eu quero
Já na quarta colocação, o São Paulo ainda tem bastante o que crescer, já que o colombiano Carlos Osório acabou de chegar ao clube. Apesar de não ficar à beira do gramado no clássico por problemas com o visto de trabalho, já deu para notar que o time mudou com poucos dias de trabalho do treinador.
Do lado do Santos, que não teve Robinho na partida, ficou a preocupação da dependência do atacante, que ainda não renovou com o clube. Técnico do Peixe, Marcelo Fernandes se incomodou ao ser questionado sobre a falta do jogador.
— O Robinho está servindo à Seleção e o Santos não se resume a Robinho. Já ganhamos muito jogo, até clássico sem o Robinho. Tem que ter calma, porque os jogadores estão se esforçando. O Robinho é irrepreensível para o Santos e até para os adversários, que respeitam mais, mas vamos dar a volta por cima. Está todo mundo se cobrando muito.
Assim como Santos, o Corinthians também precisa abrir o olho se não quiser correr riscos no Brasileirão. Após as eliminações do primeiro semestre, o Corinthians sofreu um desmanche, foi atropelado pelo Grêmio na última quarta e desp.ncou na tabela, caindo para o 11º lugar. No fim do revez em Porto Alegre, Tite tirou a culpa do resultado da situação crise financeira vivida pelo clube.
— Não, porque a pergunta é oportunista. Quando esteve jogando seu melhor futebol, já estava com problemas de salários. Atleta tem amor pelo que faz, essa conotação tem de tomar cuidado antes de falar.
Apesar da derrota, o jogo contra o Grêmio marcou a volta de Vagner Love, encostado para aprimorar as partes técnica e física há algumas semanas. Após o apito final, o próprio atacante se colocou à disposição para ajudar.
— Hoje, eu me sinto bem. Infelizmente, nesse ano não fiz pré-temporada, estava abaixo do meu condicionamento físico... Para pegar o clima do jogo, demora um pouquinho. Se o Tite precisar de mim na próxima partida, eu vou estar pronto para jogar os 90 minutos.
Se o São Paulo é o único grande paulista que vai bem, a Ponte Preta também não vem fazendo feio e é o melhor time do Estado na tabela, com a segunda colocação. Ainda sem derrota, a Macaca desbancou o Vasco em São Januário por 3 a 0 e deixou o time carioca em situação delicada.
Com apenas três pontos — três empates —, o campeão carioca começou mal o Brasileiro, com derrotas vergonhosas. No fim do jogo contra a Ponte, o técnico Doriva classificou o resultado como lamentável.
— Derrota lamentável. Não podemos fugir da responsabilidade, temos que buscar forças e recuperar os atletas porque o Brasileiro é uma competição dificílima. Temos que buscar alternativas dentro do nosso elenco para sairmos dessa situação incômoda. Vamos trabalhar da melhor maneira possível, pois é isso que nos fará sair dessa situação.
No Mineirão, Vanderlei Luxemburgo já estreou à frente do Cruzeiro, justamente contra o ex-clube, Flamengo. A Raposa jogou bem, fez 1 a 0 e respirou no campeonato, dando uma boa perspectiva para a torcida e deixando o Mengão, agora do técnico Cristovão Borges, na zona de rebaixamento.
Estreante da noite, Vanderlei gostou do que viu e explicou porque foi para o jogo tão rápido.
— Vou começar a trabalhar, eu trabalho com futebol. Não tem nenhuma novidade (a equipe). Hoje, acompanhamos todos os times, não teria porque não estrear (nesta quarta).
São Paulo mostra mais futebol que os rivais
Tricolor venceu o Santos no Morumbi e Corinthians foi atropelado pelo Grêmio em Porto Alegre
Fonte R7
5 de Junho de 2015
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