Os jogadores do São Paulo não foram favoráveis à demissão de Gustavo Vieira de Oliveira. Alguns consideraram a decisão "um absurdo", outros disseram que o gerente de futebol era o dirigente mais próximo, aquele que mais se preocupava em saber se estava tudo bem com o grupo e os atletas. A mudança, inclusive, criou um cenário de incerteza em relação ao resto da comissão técnica.
Isso vai contra a imagem que aliados do presidente Carlos Miguel Aidar tentaram passar recentemente, de que a relação entre Gustavo e o elenco era desgastada, e esse seria um dos motivos de sua saída.
A motivação foi política. Antes de ser gerente do São Paulo, Gustavo Vieira de Oliveira era um dos sócios de José Francisco Manssur no escritório de advocacia que prestava serviços ao clube durante a gestão de Juvenal Juvêncio. Quando Aidar e Juvenal tornaram-se inimigos políticos, Manssur, assessor pessoal do ex-presidente e leal a ele até hoje, foi para o topo da lista de desafetos de Aidar. Gustavo, portanto, passou a ser visto como alguém que ainda mantém laços muito fortes com a oposição.
Essas mesmas pessoas próximas ao atual presidente tentam, agora, vender a ideia de que o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro era contra a chegada do colombiano Juan Carlos Osorio e favorável à contratação do português José Peseiro para ser técnico da equipe. Também não é verdade. Ataíde, que esteve junto com Aidar na viagem a Medellín, defendeu Osorio com veemência.
Ato político, demissão de gerente no São Paulo desagrada jogadores
por Alexandre Lozetti e Vicente Seda
Fonte Bastidores FC
27 de Maio de 2015
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